Música Rock

Uma coluna que nasceu morta

Enterrada a sete palmos do chão. É assim que esse cadávero espaço se inicia. Situação a qual se encontra pelo simples fato de tratar sobre um assunto que não agrada a maioria atual. Como falar de rock para quem não se interessa por rock?

Estamos numa terra onde se respira música sertaneja. E estes que a ouvem parecem não se sentir atraídos por qualquer outro gênero. O objetivo aqui não é entrar na questão se o que se escuta hoje no mainstream é realmente sertanejo ou um apanhado de várias tribos sonoras. A proposta é falar de rock.

Parece ser uma atitude tola insistir num assunto irrelevante para a maior parte da cidade. Eu tenho que concordar. É sim uma atitude idiota. Porque apenas um idiota fala para um auditório vazio.

O que acontece é que nós, roqueiros, sempre vamos acreditar no rock. Até porque não ouvimos rock, a gente vive. A cada riff de guitarra, sentimos uma fúria misturada com prazer libertário. É atitude plena. Nada mais importa a não ser a música. É por isso que ele não morre. Respira por aparelhos é verdade, principalmente no Brasil, mas vivo.

Por isso estou aqui. Para tentar contribuir, mais uma vez, para que o rock não bata as botas. É uma contribuição pequena, é claro. Mínima. Menor até que o órgão genital de Mick Jagger (quem disse isso foi seu companheiro Keith Richards em seu livro Live, publicado em 2010).

Agora arrumar assunto para quem não gosta deste assunto que é o desafio. Vamos falar mais uma vez de quão genial foram os Beatles? Enaltecer novamente a fabulosa voz de Freddie Mercury? Repetir pela milésima vez as histórias sem pé nem cabeça de Ozzy? Recordar cada jump na lama no Woodstock? Sim, vamos falar semanalmente de tudo isso e de outras lendas quer foram e que ainda estão por vir no universo do rock.

Se depender da gente, ele não morre. E esse foi o motivo que me levou a batizar esta coluna som o seguinte nome: Vida longa, baby.

Texto: Anderson Tissa

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