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Mal das pernas – Em vídeo nas redes sociais o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) disse, na quarta-feira (22), que os partidos e os políticos vão mal das pernas. A afirmação foi uma crítica à ideia da lista fechada que está na pauta da reforma política e propõe que a direção dos partidos decida a ordem da lista. “O povo vai votar [com a lista fechada] em partidos. Quais? O povo nem sabe o nome dos partidos. Não são partidos, a maioria. São legendas”, afirmou FHC.

Inaceitável – O senador José Reguffe (Sem partido/ DF) afirmou na segunda-feira (20), em sessão ordinária no Senado que a proposta de uma lista fechada é algo inaceitável. “Vai-se tirar do eleitor o direito de escolher quem ele quer e quem ele não quer. Vai-se passar essa decisão para as cúpulas partidárias, que vão criar as listas preordenadas e escolher quem elas querem e quem não querem que se eleja.”

R$ 3 bilhões – Reguffe também é contra a criação do fundo para financiar as campanhas, ideia proposta também na reforma política. “Não tenho como concordar com essa ideia de se criar um fundo para as campanhas, dando-se R$3 bilhões de dinheiro do contribuinte para isso. Não! Para quem se vai dar o dinheiro? Para os partidos. E a cúpula dos partidos distribui para quem ela quer. Não é esse o caminho”.

Fez história – Reguffe tem sido um político que economiza dinheiro para os cofres públicos desde 2006, quando se elegeu deputado distrital. Ao ser eleito senador em 2014, continuou realizando cortes de benefícios que nos oito anos de mandato perfaz uma economia de R$ 16,7 milhões. Reguffe reduziu a verba de gabinete e o número de assessores de 55 para apenas 12, abriu mão da verba aposentadoria especial de parlamentar e do plano de saúde, entre outras ações.

Exemplo local – o vereador Adriano Zago (PMDB) doou mais de R$ 100 mil desde 2013, referente a parte do reajuste de 54% do salário que os vereadores aprovaram em 2011 e ele votou contra. As doações beneficiaram cerca de 20 instituições sem fins lucrativos como o Grupo Luta pela Vida, a APAE, Ongs Missão Vida e Missão Sal da Terra, entre outras.

Retenção de macas – O projeto que proíbe a retenção de macas das ambulâncias da rede pública foi aprovado na última sessão de março da Câmara. O autor da proposta, vereador Ismar Prado (PMB), destacou que ao reter macas e equipes médicas, atenta-se contra o direito à vida, uma vez que a falta de socorro imediato a quem realmente precisa pode causar sequela ou morte.

Texto: Leonardo Leal
Foto: Marcus Leoni/Folhapress

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