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9 anos e 4 meses de prisão

Na madrugada de quinta-feira foi realizado o júri dos acusados de tentar contra a vida do Promotor de Justiça que atuava na pacata capital da telha, Monte Carmelo. Os dois acusados foram condenados a 9 anos e 4 meses de prisão. Considerando que a lei estabelece que esse crime é hediondo, os acusados deverão permanecer em regime fechado até que se completem dois quintos do total da pena, ou seja, cerca de 3 anos e 8 meses. A partir daí, teremos que imaginar voltar a conviver com os dois elementos que arquitetaram a ação e tentaram matar aquele que procurava a Justiça por causa de uma roubalheira que tinha sido implantada no poder público daquela comuna.

Nos Estados Unidos os dois elementos estariam condenados à pena de morte ou de prisão perpétua, dependendo da localidade onde o crime tivesse sido praticado.
Vocês já devem ter em alguma oportunidade ouvido o que é cantado e decantado por juristas, que pena alta não diminui a criminalidade.

Pois bem, o fenômeno criminalidade gira em torno de 0,7 a 1,2% da população de qualquer país do mundo, ou seja, considerando que o Brasil possui cerca de 200 milhões de pessoas, temos uma população delinquente que gira em torno de 2 milhões de indivíduos. A imprensa critica o fato de a população carcerária do Brasil ser a quarta do mundo (parece que nunca procuraram saber que o Brasil é o quinto país em população no mundo), com cerca de 550 mil presos. Vocês podem imaginar com esses dados que temos nas ruas cerca de 1,5 milhão de delinquentes, traficantes, assaltantes, estupradores, assassinos, etc.

Isso mesmo, convivemos nas ruas do Brasil com cerca de 1,5 milhão de delinquentes.
Por isso nos deparamos com atrocidades cometidas por delinquentes que deviam apodrecer na cadeia, mas que são beneficiados pelas leis penais e processuais, bem como por um Judiciário que se esquece de sua função.

É simples o raciocínio: se a pena para porte ilegal de arma fosse de 20 anos, algum cidadão de bem andaria armado? Se a pena para quem assalta fosse de 30 anos de cadeia ou a amputação dos membros superiores, o delinquente não pensaria duas vezes antes de praticar? Se a pena para o estuprador fosse a castração, ele não pensaria um pouco antes de praticar?

A resposta, para todo aquele que possui o QI dentro da normalidade, é simples.

Então, o que falta para isso mudar no Brasil?
Primeiramente precisamos de um Presidente que tenha dignidade de caráter e que respeite o povo e sua vontade. Sim, porque a lei penal é de exclusiva iniciativa do Presidente da República.
Em seguida, precisamos que a população efetive sua vontade nas urnas, procurando um candidato que dê importância a esse assunto.

Tenho certeza de que 55% da população brasileira são a favor da pena de morte. Se perguntassem sobre a pena de prisão perpétua, essa porcentagem seria maior.
Então, estamos precisando dessa mudança e ela estará à nossa disposição em 2018. Pense nisso.

Texto: Breno Linhares Lintz

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1 comentário

  1. Gostei do texto. Ele falha apenas no: “eu acho que 55% da população”. Se tivesse esse dado comprovado estatisticamente embasaria melhor sua linha de raciocínio. Contudo, sou contra a pena de morte, mas plenamente favorável à perpétua.

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