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Trocas de favores: elegante ou não?

A crise financeira instalada no Brasil desde o começo do ano fez com que algumas pessoas se desesperassem um pouco. E a partir daí, inicia o processo do “me ajuda que eu te ajudo”. Mas, será que isso é elegante?

1- Seu amigo: chega como quem não quer nada e te faz um pedido para realizar um trabalho de graça, pois será “coisa simples”. Quem nunca vivenciou isso? Existem profissões que constantemente passam por isso, e como fazer? Analise sempre a questão. Vai te prejudicar? Explique para seu amigo que você está sem tempo para atendê-lo como gostaria e, mesmo se ele insistir, diga “não” de maneira cortês e educada. Caso o amigo se ofenda, não preocupe, pois isso passa. Se ele realmente é seu amigo, entenderá todo o esforço que você deve fazer para realizar qualquer trabalho.

2- Seu cliente: geralmente eles questionam: “Tá caro, não dá pra fazer mais em conta?”. “Ah, isso meu filho faz em casa, e você cobrando esse absurdo”. Nesse caso, mostre o seu diferencial e se, mesmo assim, o cliente insistir em colocar o seu valor pra baixo, deixe ele livre para fazer negócios com outra empresa. O que não pode acontecer – e o que eu vejo muito – são empresas concorrentes baixando seus preços para atender à solicitação do cliente, sem critério nenhum. Isso prejudica não só a moral da empresa, como principalmente seu relacionamento com concorrentes (além do mercado, claro).

3- Sua família: neste caso os pedidos são vastos e sempre sem horários marcados para acontecer. “Me ajuda nisto, me ajuda naquilo, só um pouco, não vai tomar seu tempo”. Mas, até pra família, o que conta é a ética e sua moral. Então, se conseguir atender um pedido, faça-o, mas se perceber que não vai dar, não o faça. Melhor uma verdade falada do que uma mentira vivida.

4- Seus colegas de trabalho: a intimidade nesse caso também conta muito e, com isso, pedidos e muitas brincadeiras acontecem. Saiba o momento do SIM e o do NÃO, se isso será importante, e não deselegante, para resolver as questões dos pedidos indiscretos. E em momento algum não é falta de respeito e nem deselegante dizer um “não” seguido de uma explicação plausível.

O importante nesse momento é lembrar que você também é um profissional e precisa garantir o seu sustento. Por isso, na hora das trocas de favores, analise se isso não vai virar uma constante em sua vida, pois assim seu trabalho e seus anos de estudos perdem o sentido. Afinal, generosidade é uma coisa, caridade, outra e favores e permutas, outra. Vamos ter bom senso nos pedidos, respeitando sempre o profissional que está à nossa frente.

Texto: Bruna Barcelos
Consultora comportamental.
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