Cidade Expresso

Ações para implementação de mobilidade sustentável são discutidas na prefeitura

A atividade integra o projeto-piloto de cooperação técnica de eficiência energética na mobilidade urbana que vem sendo aplicado pelo instituto sem ônus ao Município de Uberlândia.

Especialistas em mobilidade sustentável do instituto alemão GIZ (Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit) ministraram palestras sobre o tema nesta quinta-feira (27), no auditório do Centro Administrativo Municipal. A atividade integra o projeto-piloto de cooperação técnica de eficiência energética na mobilidade urbana que vem sendo aplicado pelo instituto sem ônus ao Município de Uberlândia.

Os palestrantes abordaram temas como redesenho das ruas para prover espaços justos aos demais modais sustentáveis, rastreamento de dados para planejamento urbano e gestão de estacionamentos. Esses elementos foram aplicados em municípios europeus e deram resultados positivos nas formas estruturais. “É uma demanda que buscamos suprir e os profissionais do GIZ sempre se colocaram à disposição para colaborar conosco”, destacou o vice-prefeito e secretário municipal de Trânsito e Transportes, Paulo Sérgio Ferreira.

As apresentações foram dedicadas aos profissionais que atuam nas secretarias municipais de Trânsito e Transportes, Planejamento Urbano, Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbanístico e Desenvolvimento Econômico, Inovação e Turismo ou a servidores que se interessaram pelo assunto.

Conhecer para desenvolver

O engenheiro de transporte e planejamento urbano, Jakob Baum, considera que estudos e análises quantitativas representam uma boa base para promover a mobilidade sustentável. Dessa forma é possível conhecer a realidade de cada município e aplicar os princípios do tema de acordo com três pontos: rede do sistema, comportamento e demanda da viagem. O rastreamento de dados, segundo Baum, é importante na coleta de informações da demanda de viagem, ponto nevrálgico para o entendimento de como se dá a mobilidade em uma determinada cidade. “O modelo base permite conhecer a origem e a distribuição, a escolha do modal e a rota atribuída”, apontou.

Ruas mais seguras e convidativas

Segundo o consultor em mobilidade Wolfgang Aichinger, é necessário que as cidades tenham vias confortáveis, seguras e convidativas a utilizar outros meios de transporte mais sustentáveis. “Ruas bem desenhadas podem proporcionar mais saúde a partir da troca dos modais, como, por exemplo, substituir carro por bicicleta”, afirmou.

Aichinger explicou que o redesenho de ruas e avenidas beneficia a maioria dos cidadãos e o convívio urbano. Também ajuda na redução de acidentes e emissão de gases poluentes, diminuição dos congestionamentos e gera economia de energia. “Nesse contexto, acontece uma mudança de meios de transporte para modais sustentáveis e de uso ativo e, consequentemente, mais qualidade de vida, mais saúde e ruas mais vivas”, destacou.

Projetos de redesenho viário objetivam a uma distribuição mais justa do espaço das ruas, aliados à comunicação para quebrar a resistência a um novo modelo de uso das vias. A educação e a fiscalização também fazem parte desse processo. Isso inclui um novo desenho para ruas e calçadas, redução da velocidade máxima viária para 30 Km/h (considerada a mais segura para evitar acidentes e fatalidades), melhoria da visibilidade em cruzamentos e redução das faixas de estacionamento.

A paisagem que existe atualmente precisa se adequar aos princípios da mobilidade sustentável. O ideal é que a ordem de prioridade comece pelos pedestres, seguido por ciclistas, transporte público coletivo, veículos de distribuição de mercadorias e, ao final da escala, o veículo particular. “É preciso entender que quem vai de carro ocupa um grande espaço para um transporte de poucas pessoas, às vezes até de uma só. Isso é ineficiente energeticamente, porém hoje há o incentivo a essa ineficiência devido à disposição em que se dá o espaço urbano”, comentou Archinger.

Texto: Secom PMU

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