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Saudade do Furacão Verde

Sem o Furacão Verde da Mogiana querido, a cidade não é a mesma nos domingos ensolarados.

O Periquito agita a cidade. Vira-a de pernas pro ar. As bandeiras verde-e-brancas trazem alegria e otimismo em nossas vidas.

Dar aquelas voltas de 5 quilômetros caminhando no Parque Ecológico do Sabiá fica mais fácil.

Andar, ouvindo os cânticos do Verde, tira o cansaço e motiva-nos perante tanta felicidade.

Antes dos jogos, nas imediações do estádio, é correria desenfreada de malucos do bem, buzinando seus carros, convivendo com as maluquices dos pedestres torcedores, que chegam apressados nos transportes coletivos lotados.

Virou mania, e é atração, assistir ao ônibus dos atletas ser escoltado pelas galeras organizadas, rufando seus tambores ensurdecedores, cantarolando refrães: “Verdão, ôôôôôhhhh! Verdão, ôôôôôhhh!”.

É um carinho sem igual. Enquanto o último não desce, não cessam suas euforias. Até o roupeiro é reverenciado respeitosamente.

Ainda bem que esse silêncio chato do domingo está com os dias contados. Será o derradeiro na vida esmeraldina em 2017, conforme prometeram os deuses do futebol.

Em 2018, com o calendário repleto o ano todo, o Gigante da Floriano Peixoto soprará bem forte, trazendo consigo conquistas e vitórias.

Com mais visibilidade, as probabilidades de atrair novos patrocinadores serão, sem dúvida, imensas.

Sem dívidas, clube enxuto, a nova diretoria a ser eleita em setembro navegará num mar de tranquilidades e harmonia.

Rogamos que seja iluminada!

O que é proibido, conforme assistimos no futebol Tupiniquim, é ignorar seu maior patrimônio, a torcida.

O povo sabe muito e um pouco mais.

É o oxigênio nas arquibancadas, abastecendo seus guerreiros no gramado.

Avante, Verde! Já estamos com saudades de você!

Texto: Lucimar César

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