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Icasu assume Zona Azul e receita será destinada para compra de medicamentos

Desde terça-feira (02), a Icasu (Instituição Cristã de Assistência Social de Uberlândia) passou a administrar o estacionamento rotativo da cidae, denominado Zona Azul Eletrônica. A receita líquida arrecadada com o serviço será destinada para a compra de medicamentos para as UAIs (Unidades de Atendimento Integrado). A concessão à Icasu ocorreu após a empresa anterior BF Parking ter rescindido o contrato com a prefeitura, seguindo orientação do Ministério Público Estadual.

O presidente da Icasu, Antônio Naves, disse que o serviço deve estar normalizado em uma semana. Também será feita a manutenção nos parquímetros. No momento, o serviço conta com oito funcionários, mas o número ideal é de 35.

Naves destacou que essa destinação de recursos é um modelo novo no Brasil. “Toda a receita líquida arrecadada com o serviço de Zona Azul será destinada para a compra de medicamentos para as UAIs de Uberlândia. Esse é o trabalho que a Icasu, nos seus 50 anos, visa colaborar com a saúde na cidade por meio da prestação de serviços”, afirmou o presidente e acrescentou que no fim do mês será feita uma prestação de contas com o usuário do serviço, a sociedade e a imprensa.

O primeiro sistema de estacionamento rotativo de Uberlândia foi implantado em 1974 pela Icasu na Praça Tubal Vilela. Naves ressaltou que a administração do serviço pela instituição foi até 2012. Em seguida com a gestão do prefeito Gilmar Machado, a Icasu foi excluída da licitação porque não tinha no seu estatuto a gestão de Zona Azul. “Entramos com recurso e conseguimos suspender a licitação com uma liminar, mas a prefeitura recorreu e ganhou em Belo Horizonte e conseguiu implantar o sistema que estava em vigor até 30 de abril”, afirmou.

Rescisão

A rescisão do contrato de administração da Zona Azul em Uberlândia pela BF Parking ocorreu no último dia 30, em decorrência de sócios da empresa fazerem parte de um grupo econômico envolvido na sonegação de impostos municipais e estaduais (ISS e ICMS), conforme investigações do MPE (Ministério Público Estadual). A operação “Não Tem Preço” deflagrada nos primeiros meses de 2017, revelou que a sonegação ocorria por meio de locação de máquinas de cartão de crédito em nome de terceiros, ocultando dessa forma o faturamento das empresas.

O coordenador do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), promotor Daniel Marota, destacou que, “como havia sonegação de imposto municipal, o MPE fez um acordo para que a empresa rompesse o contrato e devolvesse os equipamentos.”

Segundo o promotor, o acordo de leniência corre sobre segredo de justiça. Ele esclareceu que, “pessoas físicas que são detentoras de uma empresa que colabora na sonegação de imposto municipal não podem ser proprietários de uma empresa que lucra com o serviço municipal, por isso foi feito o acordo”, afirmou.

Texto: Leonardo Leal

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