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“Causos” da nossa terra: a briga pelo entreposto

Em 2004, o estado do Amazonas resolveu criar um grande armazém em Resende, no estado do Rio, que seria um depósito da Zona Franca de Manaus. Seus produtos ficariam lá até 180 dias sem ônus. Efetuada a venda, o armazém emitia nota, entregava a mercadoria e o ICMS seria carreado para o Amazonas. O Rio ficava com os impostos sobre os transportes, a Prefeitura com o ISS e o povo com mais empregos. Em 2006, Wilder Ferreira da Cunha propôs à ACIUB que se pleiteasse para cá um entreposto desses. Uberlândia tinha muitas vantagens a oferecer: a maior concentração de atacadistas distribuidores do País. No seu entorno, num raio de 600 km, realizam-se 70% do PIB nacional. A sua malha viária interliga todas as áreas do País. Temos um Porto Seco. Além disso, a cidade oferece uma competência técnica insuperável na área da logística. A presidente da Associação Comercial, Rosalina Cardoso Vilela, a Prefeitura e o Estado encamparam a sugestão. O Rio esperneou. Goiás se enfiou no meio porque Anápolis também tinha muita coisa a oferecer. E Pernambuco gritou: “Oferecemos Petrolina, às margens do São Francisco”. Uberlândia seguia altaneira, na frente, recebendo toda a atenção amazônica. De repente, com apoio do Itamar Franco, Juiz de Fora também quer o Entreposto. Ganhamos a parada. Em março de 2010, inaugurou-se o entreposto da Zona Franca de Manaus em Uberlândia, o que quase matou o Itamar Franco de raiva.

Texto: Antônio Pereira
Fonte: Livro de Atas da Aciub e jornais.

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