Editorial Expresso Foco

Liberdade, Igualdade, Fraternidade.

Liberdade, Igualdade, Fraternidade. Centro vence esquerda e direita na França. E a Comunidade Europeia sai fortalecida. Emmanuel Macron, o mais jovem presidente da França, sem partido, com pouco conhecimento de política. Teve uma passagem rápida pelo governo socialista, rompeu porque não concordou com as ideias, coloca-se como centrista e antipolítico. Uma eleição que a maior parte da Europa comemorou, em razão de defender a globalização e o fortalecimento da Comunidade Europeia. Resgatou o lema da Revolução Francesa, a trilogia Liberdade, Igualdade, Fraternidade, que combate os extremos, sejam de direita ou de esquerda. Macron aproximou-se da população e afastou-se da classe política, combateu o populismo. Elegeu como base de seu governo a “regeneração da vida pública”, a modernização do Estado e a maior liberdade de mercado. Seu lema: “O Estado deve gastar com mais qualidade e competência”.

França vive um momento semelhante ao nosso, com uma taxa de desemprego de 10%, um crescimento insignificante de 1%, o país perdendo a competitividade, a concorrência com a Ásia aumentando a cada dia, o que gera alto volume de produtos e pagam baixos salários, uma concorrência desigual, mas é uma realidade. Macron surgiu em momento no qual a classe política tradicional há algum tempo não tem tido sucesso em resolver os problemas básicos. Mostra que a classe política está em baixa não só no Brasil, como também na França, que é um dos pilares da Democracia. Um novo, um desconhecido venceu as eleições. O mesmo aconteceu nos Estados Unidos. Há um clima de renovação, o qual nos leva a refletir “fora do quadrado”, ou seja, em que devemos mudar.

Na França, como no Brasil, há necessidade de reformas e os obstáculos são os mesmos: estrutura de governo e política ultrapassadas, corporativismo, fisiologismo e corrupção em diversos setores e baixa produtividade.

Presidente Temer, com toda a sua fragilidade, está tendo que negociar para fazer reformas necessárias, como a da Previdência e a trabalhista, vai conseguir de forma parcial, mas… melhor do que nada. O novo presidente francês, por não ter uma base no Parlamento, terá que fazer algo semelhante para conseguir governar. Aqui e lá, políticos sem credibilidade manipulam os que são eleitos e não representam a população, fazendo das estruturas de governo “quintal de suas casas”. A motivação da eleição na França mostrou que os ideais da Revolução Francesa não morreram, estavam apenas adormecidos.

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