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Lula, culpado ou inocente? O povo na arquibancada de um jogo

Foto: Divulgação

Lula, culpado ou inocente? Nós, o povo, estamos na arquibancada de um jogo no qual assistimos a governo versus oposição. O primeiro, com baixa credibilidade para governar; o outro, uma oposição que já esteve no governo e aumentou a corrupção, o que se confirma nos fatos apresentados pela Justiça. Os dois times nos tratam como incapazes, quando não o somos. O que não temos ainda é liderança para assumir o poder e devolver o Estado ao cidadão de bem. A maioria da população está confusa, pelo grande número de informações contra ou favor. Utilizamos a palavra “jogo” para ilustrar o momento, mas não é recomendável que aqueles que lutam pelo poder utilizem a população como massa de manobra. Os pseudopartidos, pelo menos uma vez, deveriam colocar os interesses nacionais acima dos partidários.

O JORNAL está fazendo esta semana uma enquete no seu Facebook, cuja questão é se ex-presidente Lula é inocente ou culpado. Pelas respostas, notamos que, por falta de lideranças capazes de capitalizar a lambança que ele e os partidos fizeram, o ex-presidente tem seus defensores. Pode até explicar que diretamente não deve, mas é difícil aceitar, quando vários tesoureiros do seu partido e ministros estão presos e outros, com processos em andamento. Usar como justificativa que sempre foi assim, todos roubaram, e por isso ninguém deve ser condenado, não é aceitável.

As quantias desviadas são de tamanha grandeza, que até as pessoas especializadas na área estão tendo dificuldade em calculá-las. Todos os dias há denúncia de corrupção. O que se nota é que a população está com raiva e nojo da maioria dos políticos. Chegamos ao ponto de haver Estado da Federação que não consegue pagar os funcionários, como acontece no Rio de Janeiro, Minas parcelando pagamento de servidores, a maioria dos municípios em dificuldade para honrar seus compromissos, o prefeito da nossa cidade não teve como o pagar o salário de dezembro…

A democracia necessita de partidos, o que ainda não temos, de políticos verdadeiros – hoje são poucos. É necessário, neste momento de crise, as entidades adotarem atitudes mais proativas e duras, os poucos políticos que nos restam tomarem atitudes corajosas, porque a Operação Lava Jato não pode segurar essa “onda” de faxina sozinha, temos que lutar pelas reformas. Vivemos um momento singular, no qual a imprensa está dando total apoio aos que querem lutar por um Brasil mais justo. Se o ex-presidente Lula é culpado ou inocente, cabe à Justiça decidir. Mas se os atuais políticos devem ser reeleitos, ou não, cabe a você, leitor.

Editorial

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