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Prefeitos para a Geração Y, um desafio para as corporações

Foto: Pixabay

Prefeitos para a Geração Y: um desafio para as corporações e principalmente para a área governamental, em particular os senhores prefeitos. Terão, para ter sucesso, que deixar de ser gestores do século XX, não vão poder mais administrar olhando o retrovisor. Os modelos de empresas e cidades e de gestão terão que ser mudados de forma radical, para atender a geração conectada. A fusão do mundo físico e do virtual não é mais ficção científica.

A Revista Exame, edição 1134, de 29/03/17, cita números preocupantes: “52% das empresas da lista da Revista Fortune, que reúne as 500 maiores empresas do mundo em faturamento e lucro, no ano 2000, faliram, foram adquiridas ou deixaram de existir. E mais, 75% das empresas que faziam parte do Índice S&P 500, principal bolsa de valores de ações dos Estados Unidos, devem desaparecer até 2027”. Finaliza a reportagem com uma frase de Paula Bellizia: “Se uma empresa não estiver pensando em inovações disruptivas para o seu negócio, alguém estará pensando por ela”. Esse foi o recado.

Levantamos duas preocupações com base nos números publicados pela Revista Exame. Como é do conhecimento de todos, a produtividade das nossas empresas e das nossas escolas de Administração está longe de competir no contexto mundial, com raríssimas exceções, e parte disso se deve à absurda carga tributária. Recentemente, com a Operação Lava Jato, começamos a saber para onde está indo o nosso dinheiro, que deveria ir para saúde, educação, infraestrutura e demais áreas. Como as nossas empresas, que carregam esse “carma”, poderão sobreviver até 2027? Essa é primeira preocupação.

A segunda: como manter e conviver com o modelo de gestão pública atual, que está distante do desatualizado modelo privado? Nas economias centrais, há algum tempo a discussão é sobre cidades inteligentes, cujas práticas já existem em alguns setores nacionais, como os bancos – pois já não é necessário o cliente ir às agências. A maioria dos prédios públicos já deveria ser de museus, se a desburocratização entrasse pela porta dos órgãos públicos. Mas ao que assistimos diariamente, com muita tristeza, são ações contra as desregulamentações – temos exemplo recente do Uber, que permite o uso democrático de um setor. Agora vai passar a ser “controlado” pela máquina pública.

Retrocesso lamentável.

Mas, O JORNAL de Uberlândia olha para o futuro! Temos mais um colaborador: um dos principais cientistas políticos de Brasília, Prof. Flávio Testa, cuja família é de Uberlândia, passou a escrever uma vez por mês, fazendo um balanço no cenário nacional, com ênfase no que acontece na capital federal E passaremos a publicar notícias da capital mineira, apesar de nossos governadores olharem pouco para nossa região.

Editorial

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