Destaque Entrevista Expresso Foco

Entrevista da Semana: presidente da ACIUB destaca o associativismo e as reformas necessárias para o País voltar a crescer

Presidente da Aciub, Fábio Pergher, é o entrevista dessa semana. Foto: Leonardo Leal

O presidente da ACIUB (Associação Comercial e Industrial de Uberlândia), Fábio Pergher, é o entrevistado desta semana d’O JORNAL. O empresário falou das reformas necessárias para o Brasil retomar o crescimento; da importância do associativismo que fortalece o empresariado e dos projetos desenvolvidos pela entidade. Leia abaixo os principais trechos.

Qual a sua opinião sobre a lei de terceirização?

Acho que tem que haver a terceirização. É correto. O mundo funciona terceirizado. Temos que sair desta legislação trabalhista do século passado e modernizar para a era da informática, do livre comércio e da competência. É bom para todos. Os únicos que têm medo da lei da terceirização são quem se esconde atrás de algum tipo de fraqueza, como falta de competência.

Como presidente da ACIUB, quais ações o senhor destaca?

Estamos fazendo diversas ações, entre elas contato com a FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). Estamos atualizando a nossa parte política para que o nosso apoio às reformas que precisam ser feitas para que o Brasil seja passado a limpo, aconteçam efetivamente.

Mesmo que não sejam as reformas, que seriam excelentes, mas o bom tem que acontecer. Vale lembrar que o excelente é inimigo do bom.

Como instituição, nós temos que ajudar a criar condições para que o pequeno e o médio empreendedor se estabeleçam e consigam manter suas empresas abertas, gerando progresso e principalmente riqueza para o País.

Quais os principais projetos da ACIUB?

Atualmente temos o Projeto Empreender, que tem crescido muito. Temos outros projetos em várias áreas, dentre eles, de capacitação profissional para os nossos associados. Projetos para minimizar a parte de gastos tributários, trabalhistas. É uma gama muito grande de benefícios da ACIUB.

O associativismo é a única maneira de fortalecer a pequena e a média empresa, produzindo interação, gerando riqueza. Os associados começam a beber água fresca, ou seja, a informação flui em maior velocidade na associação. Assim, os associados têm a capacidade de colher frutos mais rápido.

Do ponto de vista empresarial, como o senhor avalia a situação atual do País?

Os empresários estão tentando sobreviver. Esperamos que, nos próximos anos, o Brasil retome o desenvolvimento, porque está muito difícil para o empresariado.

Mas estamos otimistas que no Brasil, dentro de um ano a um ano e pouco, teremos um outro quadro, diferente do que a gente está vivenciando.

Que a gente consiga reduzir o número de pessoas desempregadas que estão hoje na rua. É lastimável, um pai de família desempregado. Essa situação tem que ser revertida logo.

O senhor tem uma perspectiva otimista de que no prazo de um ano o Brasil retome o crescimento econômico. Até lá, qual a sua recomendação para os pequenos e médios empresários?

Segurar custos. Tentar fazer mais e melhor com menos. Procurar se reinventar a cada dia. Esse é o segredo, senão, está perdido.

Como está a situação dos pequenos e médios empreendedores no Brasil atual?

Hoje, o empreendedor é um herói, porque ele tem que ser um pouco advogado, contador, profissional de RH, vendedor, ter um bom relacionamento. Então, ser pequeno e médio empresário no Brasil é um grande desafio.
Enquanto não acontecem essas reformas, as leis tributárias são um grande empecilho para o crescimento das empresas e, consequentemente, para a geração de emprego e renda. Então, a gente espera que estas reformas aconteçam logo. Esse é o nosso objetivo de curto prazo.

Como você avalia o desempenho do prefeito Odelmo Leão?

Muito bom. Ele pegou a prefeitura com problemas sérios de ordem financeira. Está conseguindo colocar a casa em dia. O prefeito consegue formar um time muito bom. A prefeitura é um órgão que exige uma equipe muito boa. Prefeito nenhum legisla sozinho e a equipe do Odelmo está formada por profissionais que conhecem das pastas, por isso, o desempenho dele está acima da média de prefeitos regionais e do Estado.

Qual o seu ponto de vista sobre as investigações e os desdobramentos da Operação Lava Jato?

Acredito que o Brasil tem que ser passado a limpo. É preciso fazer um país sério. Nós estamos em um país rico, mas infelizmente, temos alguns políticos que não condizem com o que a população quer. O momento é muito propício para que a gente limpe o País.

Para que tenhamos políticos mais sérios e mais comprometidos com as causas da população. Que busquem progresso, desenvolvimento e que não fiquem olhando para o seu próprio bolso. Muitos legislam para eles mesmos e isso é muito ruim. Precisamos de representantes do povo, que representem e façam benfeitorias para a população.

Texto: Leonardo Leal

Notícias relacionadas