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Futebol moderno!

Lucimar César. Foto: Divulgação

Na atualidade, o futebol está desumano. O atleta ficou eletrônico. Perdeu a bola, tem de voltar rápido combatendo, atrás da linha da bola. Recuperou a gorduchinha, é forçado partir para o contra-ataque instantâneo para receber a redonda no ponto futuro.

Nos longos certames, como o Nacional, nem sempre a melhor equipe vence. Normalmente a vitoriosa é a que possui o maior elenco. A cada partida, os técnicos usam 14 jogadores, no mínimo. Mesmo assim, terminam extenuados, com vários competidores caindo no gramado com cãibra, devido ao esforço excessivo. Nem as tranqueiras denominadas “alimentos especiais” que os atores das quatro linhas tomam durante a semana de treinamentos, em seus clubes, conseguem transformá-los em quase biônicos. Agravando a situação, os grandes disputam Copa do Brasil, Libertadores ou Sul-Americana simultaneamente.

Para não estourar todo mundo, estão inventando até agremiações alternativas. É uma maneira de enganar o torcedor que, por essas e outras, não sabe mais a escalação oficial de seu time do coração.

Isso esfria e diminui o número de amantes do esporte-rei nos estádios. Os fenômenos individuais de outrora são raros nos dias de hoje. Qual ser humano consegue atacar e defender-se ao mesmo tempo? Os poucos que o fazem, é comum serem alvos de contusões graves, as quais os alijam por longo tempo dos gramados. Complicando o cenário, os árbitros, principalmente da América Latina, têm a mania infeliz de deixar o jogo correr, em ocasiões inadequadas.

Quem ousar dar um drible, oferecendo um colírio à plateia, não conseguirá dar o segundo. Vai para o solo, mesmo. O Brucutu adversário, com o peito estufado, dá-lhe uma paulada calculada. Ainda levanta os braços, dizendo que foi na bola. Só não explica que foi na do joelho.

Sem punição ao infrator, qual craque ousará usar sua arte nos tapetes verdes?

Imaginem os badalados europeus disputando Libertadores nas altitudes de Bolívia, Colômbia ou Equador? Ou enfrentando, nos escanteios no Paraguai e no Uruguai, terem que se esconder nos escudos dos policiais, evitando tomar garrafadas ou pedradas nas costas? E pra fechar o caixão, mesmo levando 30 seguranças, o Palmeiras quase foi linchado no Uruguai. Fecharam os portões, impedindo a saída dos atletas. Depois de tudo isso, os palestrinos ainda foram punidos pela incompetente COMEBOL! Como poderemos ser respeitados no primeiro mundo do futebol com essas barbaridades?

Texto: Lucimar César

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