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Operação “100 Anos de Perdão” investiga organização criminosa formada por policiais civis

Foto: Pixabay

O Ministério Público de Minas Gerais, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) de Uberlândia, deflagrou nesta quinta-feira (25), nas cidades de Uberlândia, Patrocínio, Uberaba e Araguari, a Operação 100 Anos de Perdão. A operação investiga organização criminosa, formada inclusive por policiais civis, cuja principal atividade era realizar o saque de cargas de entorpecentes, armas e cigarros contrabandeados do Paraná. A operação resultou na denúncia de 19 pessoas pelo Ministério Público. Desses, um policial civil do Paraná e nove policiais de Minas Gerais.

Em nota enviada para imprensa, a GAECO afirma que organização criminosa funcionava da seguinte forma: o núcleo paranaense identificava as cargas que interessavam aos criminosos e então instalava nos caminhões que as transportavam rastreadores via satélite, a fim de monitorar todo o seu deslocamento. Em Minas Gerais, policiais aguardavam a entrada dos caminhões no Estado faziam a abordagem do veículo, a prisão do motorista e a apreensão da carga. Contudo, ao invés de seguir os trâmites legais, os integrantes da organização criminosa saqueavam as cargas; após se apoderarem das cargas de armas, drogas e cigarros contrabandeados. Feito isso, a organização revendia os produtos para os seus proprietários ou desviava as mercadorias para posterior venda. Nas duas hipóteses, a finalidade da organização criminosa era a obtenção de lucro ilícito.

Ainda segundo a nota, os motoristas dos caminhões que transportavam as cargas eram mantidos em cárcere privado pelos integrantes da organização criminosa até que os produtos estivessem em local seguro. Com o êxito na desova das cargas, as vítimas eram liberadas, sem sequer serem qualificadas. O valor das cargas desviadas é de aproximadamente R$ 5 milhões.

Texto: Da Redação

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