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Você pratica o Bullying?

Foto: Pixabay

Nos últimos dias o Bullying voltou a ser tema central de discussão entre Pais, Mães, Escolas e até mesmo no seu bairro ou comunidade virtual, já que foi assunto de seriados e jogos que entram na mídia e nas redes sociais.

A questão é o que está por trás dessa prática e como podemos contribuir para ser parte da solução. É comum analisarmos somente o lado da vítima, mas quem pratica o Bullying também precisa de ajuda.

Vivemos em uma sociedade que tem muita informação, muito conteúdo, na qual acabamos por ouvir e viver o que as outras pessoas acham sobre nós. Vivemos a sociedade do ‘parecer’. Nela parecemos ter muita coisa, mas na verdade estamos cada vez mais distantes de ser alguém.

A nossa capacidade de ser e nos conectarmos com nós mesmos tem ficado cada dia mais distante e por isso a busca incessante por autoconhecimento, autoconsciência e até mesmo autoajuda.

Isso se reflete nas doenças atuais: Bullying, depressão, ansiedade, TDAH, entre outras. A cada dia buscamos mais e mais algo que está distante de nós. Perdemos o contato não somente com a nossa mente, mas também com o nosso corpo, e assim ficamos mais sujeitos a doenças.

O Bullying é uma dessas doenças modernas e infelizmente é a porta de entrada para potencializar ainda mais o processo de crise na adolescência, que por si só já é um momento mais complexo de autoafirmação e encontro da criança com o adulto.

Nesse momento do seu desenvolvimento pessoal, a criança ou adolescente que precisa reforçar a sua autoestima e autoconfiança pode utilizar o Bullying para agredir um colega e assim se tornar superior.

É importante destacar que essa prática é comum na nossa sociedade, entre as pessoas, no trabalho e até mesmo em casa. E aí voltamos ao início do texto, quando falamos que estamos cada vez mais distantes de nós mesmos, por isso a necessidade de agredir outra pessoa para nos sentirmos maiores.

O simples fato de criticar alguém abertamente de forma ridícula ou até mesmo engraçada já é uma forma que utilizamos para nos sentir superiores. E imagine as crianças aprendendo isso durante anos com seus Pais. Alguns inclusive fazem isso em casa, na relação entre homem e mulher.

Infelizmente, também não é raro fazer isso com o próprio filho, julgando ou colocando nele uma identidade de mentiroso, burro, preguiçoso, entre outras. Todas as vezes que julgamos alguém estamos menosprezando a outra parte, mesmo que seja somente em relação a nossa verdade.

Podemos contribuir com esse processo ao nos julgar menos e focar a nossa atenção naquilo que podemos e devemos fazer para nós mesmos, para atender o que realmente desejamos e precisamos a fim de viver de forma tranquila e serena.

Leonardo Veloso
Coach, KidCoach, Advanced PNL
Autor do Blog De Pai Pra Pais

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