Destaque Expresso Saúde

Quero entrar para uma academia! E agora, como fazer?

Eduardo Haddad é educador físico

Olá, amigo leitor!

Conhece pessoas que se matricularam em academias e em pouco tempo desistiram? E pessoas que estão há muito tempo em academias e, entretanto, nenhum resultado expressivo é visto? Pois bem, hoje vamos entender um pouco do que está envolvido quando pensamos nesse universo das academias.

PRIMEIRO PASSO: A motivação inicial

O que deve levar alguém a uma academia deveria ser a busca por saúde, amor-próprio e bem-estar. Quando nosso foco é apenas o físico, ficar magra a todo custo ou forte em tempo recorde, os problemas começam. As frustrações são de origens várias e seguem uma cascata imensa de verdadeiros precipícios do insucesso. Essa frustrante busca por um padrão de físico ideal, segundo Teixeira (2014), sofre influência da carga exercida pela cultura social e da mídia, principalmente sobre o grupo etário de adolescentes e adultos jovens. Infelizmente vemos academias que não têm em suas Missões a prioridade de agir como educadoras para proteger o consumidor dessas armadilhas da indústria do físico.

SEGUNDO PASSO: A escolha do local

Como se escolhe uma academia? Uma pergunta que, com certeza, não pode ser facilmente respondida. Você deve optar de acordo com alguns critérios que lhe darão determinada segurança na hora da escolha:

Viabilidade (Distância de sua residência ou serviço, estacionamento, pontos de ônibus ou táxi próximo).

Perfil dos professores (São formados? Fazem cursos? Seguem alguma padronização?).

Serviços oferecidos (Salas, modalidades, profissionais).

Manutenção geral (Limpeza, equipamentos, cuidados de organização e manutenção).

Atendimento (Clareza de informações, mesma linguagem em toda a equipe, interesse por seus objetivos, foco em você).
Valores de investimento (Atenção, pois essa realmente é a última variável que você deveria considerar).

TERCEIRO PASSO: Planeje sua fidelização

Foto: Divulgação

Cuidado com academias que oferecem ganhos rápidos e professores que afirmam ter o remédio mágico para seus problemas, com exercícios perigosos e sem a mínima fundamentação científica. Já se padronizaram modelos de avaliação e prescrição de exercícios com base na ciência para que não se prescrevam exercícios inseguros, e para que se evolua gradualmente (FERGUSON, 2014). Assim, não há razão para seguir em ambientes sem supervisão qualificada onde você seja o personagem principal. Sua saúde não tem preço!

Todos os programas de exercício levam algum tempo para oferecer os resultados desejados. Esteja disposto a cumprir um prazo de compromisso com você e com sua saúde. Escolha sua academia. Faça amigos. Divirta-se e se esforce. Vai valer a pena.

Fiquem com Deus e um par de dumbbelss!

Texto: Eduardo Haddad

Notícias relacionadas