Expresso Foco

O adeus de Martha Pannunzio a Alfredo Rezende

Perdemos um grande homem. Sério. Obstinado. Perfeccionista. Talvez seja o uberlandense que mais projetou nossa cidade no cenário econômico nacional. Modesto, discreto, caseiro, sisudo, de poucos amigos, ele nunca perdeu tempo com holofotes, com brilho em colunas sociais. Alfredo trabalhou desde muito jovem com tenacidade. Vou sempre me lembrar dele entregando a domicílio galinhas brancas gordas dependuradas no guidom de sua bicicleta. 1962 talvez.

Era uma honra, para qualquer operário, trabalhar na Granja Rezende e a lembrança deste tempo comove os que lá estiveram.

Na pecuária também ele foi exemplar. Quando seus garrotes nelore pisavam na pista do CAMARU, os compradores suspiravam de encantamento. E o leilão se aquecia. A SADIA comprou suas instalações industriais e manteve o nome REZENDE, que dispensava publicidade. A cidade ficou lhe devendo um mandato de prefeito que ele nunca disputou mas em algum momento pretendeu. Uberlândia teria sido outra,muito melhor, se tivesse passado pelo crivo da sua gestão de competência inigualável. Todos nós nos orgulhamos de você, ALFREDO REZENDE, mais que um empreendedor super moderno, um cidadão invejável.

Que a terra te seja leve, meu amigo!

Texto: Martha Pannunzio

Notícias relacionadas