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“Causos” da nossa terra: conheça a história da Catedral de Santa Terezinha

Foto: Divulgação

Quem teve a ideia de construir outra matriz na nossa paróquia foi o bispo diocesano de Uberaba, dom Eduardo Duarte Silva. Os trabalhos começaram com o cônego Albino de Figueiredo Martins de Miranda, que, a 19 de setembro de 1926, nomeou comissão para iniciar o levantamento de fundos para a obra. O presidente foi o dr. Armante Carneiro, um dos fundadores da Associação Comercial e seu primeiro presidente. Em 1928, foi nomeada nova comissão, sob a presidência do dr. Cícero Macedo. O local escolhido foi a Praça da República, ao lado do fórum. No dia 25 de julho de 1933, foi assentada a pedra fundamental. A imagem de Santa Terezinha foi conduzida pelo povo, desde a matriz de N. S. do Carmo. O bispo dom Luiz Maria de Sant’Anna procedeu à bênção e ao assentamento da pedra histórica com documentos.

No dia 25 de dezembro de 1941, 15 anos depois do início de atividades para a sua construção, ela foi benta e instalada pelo bispo diocesano, dom Alexandre Gonçalves Amaral. As comemorações começaram na matriz de N. S. Carmo com a missa celebrada às 8 horas do dia 23, pelo cônego Eduardo. Às 19 horas, abriu-se a Novena de Santa Terezinha e, à meia-noite, missa cantada e comunhão geral na matriz e na capela do Colégio Nossa Senhora. No dia 25, a partir das 6 horas, missas na matriz de N. S. do Carmo, nas igrejas do Rosário e de N. S. Aparecida. Às dez horas, a nova matriz foi entregue ao povo. De frente da Casa Paroquial, na Praça da Matriz, saiu dom Alexandre acompanhado por longo cortejo de automóveis. Foi recebido em frente à nova Matriz pelo cônego Eduardo e todo o clero presente.

Foto: Reprodução/Youtube

Vestido com os paramentos pontificais, dom Alexandre procedeu à bênção do templo. Cantou-se a primeira missa na matriz de Santa Terezinha. O coral tinha cem vozes! Às 12 horas realizaram-se batizados e, às 15, as crismas. Às 18 horas, em grande procissão, o Santíssimo Sacramento foi conduzido da velha para a nova Matriz. Dom Alexandre celebrou, nos dias seguintes, algumas missas. O primeiro batismo na nova matriz foi do menino William Alberto, filho de Manoel Simões e Júlia Lopes. O celebrante foi o padre José Hanraets.

Texto: Antônio Pereira da Silva
Fontes: Monsenhor Antônio Afonso Cunha e Aparecida Portilho Salazar (Nossos Pais nos Contaram, 1989).

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