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Ministério Público realiza busca e condução coercitiva no gabinete do vereador Silésio

Foto: Aline Rezende

Na manhã desta quarta-feira (31), o MPE (Ministério Público Estadual) cumpriu três mandados de busca e apreensão, dois de busca pessoal e sete de condução coercitiva dentro da operação: É FRIA. As buscas foram realizadas na residência e no gabinete do vereador Silésio Miranda e na casa de um parente do edil. O MPE apura envolvimento dos investigados nos crimes de licitação e afins, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. De acordo com as investigações os gastos indevidos foram de R$ 389.406,16.

De acordo com a nota à Imprensa divulgada pelo MPE, “Durante a investigação, restou comprovado que o Vereador Silésio Miranda e seu tio C.H.P eram os verdadeiros proprietários da empresa INTERLOCAR LOCADORA LTDA. Mas tinham como sócios “laranjas” da referida empresa o Sr. M.F.L e o Sr. D.W.S.M.(que é concunhado do então Superintendente do IPREMU, Sr. Marcos Américo Botelho), sendo certo que houve um favorecimento/direcionamento na licitação para a contratação da referida empresa para a prestação de serviço de locação de veículos.”

Ainda conforme a nota: “Segundo as documentações anexadas, os gastos indevidos com a locadora pelo IPREMU resultaram em R$389.406,16 (trezentos e oitenta e nove mil, quatrocentos e seis reais e dezesseis centavos), sem prejuízo de outros montantes ainda não contabilizados.”

Conduzem a operação os promotores Genney Randro Barros de Moura e Luiz Henrique Acquaro Borsari da promotoria de justiça do Patrimônio Público com o apoio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e a participação de 40 policiais militares.

A assessoria do vereador Silésio Miranda informou que ele vai se inteirar dos atos e deve falar com a imprensa nesta quarta-feira (31) ou na quinta-feira (1º) para esclarecer os fatos.

Texto: Leonardo Leal

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