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Ex-superintendente do Ipremu presta depoimento na CPI da Câmara de Uberlândia

Foto: Leonardo Leal
Foto: Leonardo Leal

O ex-superintendente do Ipremu, Sr. Marcos Botelho, prestou depoimento na tarde de segunda-feira (05) aos membros da Comissão Parlamentar de Inquérito da Câmara de Uberlândia que investiga possíveis irregularidades na retirada de dinheiro do instituto de fundos classificados como seguros, entre os anos de 2013 a 2016, e aplicados em outros 26 que até o momento não apresentam liquidez.

O administrador, que esteve à frente do órgão desde o início da gestão do ex-prefeito Gilmar Machado, prestou esclarecimentos em especial sobre a decisão, em outubro do ano passado, em investir em fundos acima do limite legal de 25% permitido pelo Conselho Monetário Nacional.

Botelho fez uso do 1º parágrafo do Art. 14 da Resolução 3.922 que regulamenta as aplicações dos recursos próprios de previdência social em todas as esferas para mostrar que o limite é facultativo nos 120 dias subsequentes de início das atividades do fundo e que uma carta conforto, assinada por gestores dos fundos com investimentos superiores, que assegura a devolução, sem cobrança da multa de contrato, dos valores caso não se consiga, nos quatro meses de carência, captar recursos de outros sócios.

Ele também atribuiu à atual gestão do órgão a responsabilidade em resgatar os valores com os gestores até o prazo vencido no final de fevereiro deste ano.

A troca de membros do Comitê de Investimentos, que foi alvo de questionamento por parte dos vereadores Wilson Pinheiro (PP), que preside os trabalhos, Juliano Modesto (SD), relator, e demais membros, Felipe Felps (PSB), Michele Bretas (PSL) e Roger Dantas (PEN), por causa de um possível favorecimento para emissão de pareceres favoráveis para diversificação na carteira, também foi explicado pelo ex-superintendente, que alegou o pedido de saída por parte de dois membros de cargo efetivo, e a não renovação das certificações exigidas pelo Ministério da Previdência Social por parte de outros dois servidores de carreira, o que levou Botelho, a antiga diretora administrativa, Mônica Resende e o ex-Supervisor Financeiro, Cláudio Roberto Barbosa, a assumirem como membros titulares.

Sobre as declarações tanto de Resende quanto de Barbosa de que Botelho foi o responsável por aplicar recursos do Ipremu acima do teto permitido, Botelho afirmou que a decisão era da Diretoria Executiva, composta também por Mônica e Claúdio Roberto na época.

O vereador Wilson Pinheiro classificou como esclarecedor o depoimento do Sr. Marcos Botelho, após entrevista concedida à imprensa.

Ao final da reunião, os membros decidiram por convocar o gerente da conta do Ipremu na Caixa Econômica Federal e o ex-prefeito Gilmar Machado para deporem.

Texto: Comunicação CMU

 

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