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“Causos” da nossa terra: a chegada de João Pereira da Rocha

Foto: Divulgação

Foi em 1818 que chegou às terras de Uberlândia o geralista pioneiro que fixou residência nos nossos sertões, ergueu fazenda e deu caráter econômico à sua permanência. Criou família que se espalhou pela região, trouxe amigos e povoou a área que mais tarde formaria o Município. Pereira da Rocha veio do Paraopeba conhecer as terras daqui.

Veio até a Aldeia de Santana (Indianópolis), atravessou o Rio das Velhas e se apossou de terras onde assentou sua fazenda São Francisco, às margens do rio, perto da Aldeia, onde havia uma igreja para as suas atividades religiosas. Desse ponto, João e sua comitiva derivaram para a direita, no rumo da confluência do Rio das Velhas (ou das Abelhas) com o Uberaba-Legítimo (Uberabinha). Deparou com majestosa árvore em cujo tronco estava pregada uma placa com um letreiro. Já estava ilegível e demonstrava que outros aventureiros já haviam passado por ali. Eram boas terras. João fez nova posse e denominou-a Fazenda do Letreiro. Prosseguindo e aproximando-se mais da confluência, encontrou fechada floresta habitada por animais ferozes. Eram as matas da futura Fazenda do Sobradinho.

João Pereira da Rocha continuou seguindo rumo ao Ocidente e, no dia 29 de junho de 1818, estacionou com sua comitiva à beira de córrego cercado por espessa floresta. Esse pequeno rio seguia uns poucos quilômetros e desaguava no Uberaba-Legítimo. Como o dia era de São Pedro, João colocou-lhe o nome de Córrego de São Pedro (por cima dele hoje passa a Avenida Rondon Pacheco). Desceu até sua foz e fez larga clareira, como sinal de posse. Entusiasmado com as terras que conhecera e com as posses que fizera, voltou à Fazenda São Francisco. Puxou monjolo e construiu casa de moradia. Demarcou a área que pretendia requerer e voltou para sua terra, deixando um vigia de suas posses. Algum tempo depois voltou com a esposa, dona Genoveva Alves de Resende, a filharada legítima e a natural, escravos e protegidos. A todos João concedeu espaços para trabalhar e produzir. Logo depois de João Pereira da Rocha, vários parentes e amigos seus vieram para cá, constituindo o início do povoamento da área do futuro Município.

Texto: Antônio Pereira
Fontes: Tito Teixeira, Pedro Pezzutti.

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