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Ex-prefeito e vereador se desentendem durante depoimento na CPI do Ipremu

Foto: Aline Rezende/PMU

Um desentendimento ocorreu entre o ex-prefeito Gilmar Machado e o presidente da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Ipremu, vereador Wilson Pinheiro na tarde desta segunda-feira (12), durante depoimento de Machado como testemunha à CPI que apura possíveis irregularidades na gestão do Ipremu de 2013 a 2016.

O fato aconteceu após Wilson Pinheiro ter perguntado se o ex-prefeito havia cumprido a meta, momento em que Machado o interrompeu e disse: “inclusive eu gostaria de entregar um outro documento a vossa excelência em que foi feita uma aplicação de mais de R$ 12 milhões no banco Safra, banco em que a filha do diretor do Ipremu era gerente. Isso pela lei 12.813. É uma lei que diz que há conflito de interesse e durante a minha gestão, que era prática comum na gestão anterior fazer aplicações em contas de parentes, eu não fiz.”

Em seguida Wilson Pinheiro afirmou: “eu queria só falar ao senhor o seguinte. Aqui nós estamos discutindo a gestão do senhor e o senhor sai discutindo lá. O senhor não está aqui dando coletiva, está aqui prestando depoimento como testemunha.”

Ao que Machado afirmou: “Vossa excelência está nervoso.

Wilson respondeu: “Não estou nervoso, estou só alertando o senhor como testemunha, o senhor não está sabendo informar”. Nesse momento Wilson pediu para cortar o som do microfone do ex-prefeito e acrescentou: “o senhor não está sabendo falar nada da gestão do senhor e está querendo discutir algo. Então, o senhor responde as perguntas que foram feitas, por favor.”

Ao final do depoimento o ex-prefeito Gilmar Machado não quis comentar o desentendimento. Já Wilson Pinheiro afirmou que, “infelizmente, ele estava nervoso e queria fazer quase uma prestação de contas. Eu já presidi duas CPIs de maneira bem tranquila. Infelizmente, ele tentou desviar o assunto e eu usei da minha autoridade para fazer isso (cortar o som do microfone)”.

Novidades da CPI – Durante o depoimento o ex-prefeito Gilmar Machado disse que não houve intervenção da prefeitura no Ipremu, e que o superintendente do Ipremu tinha total autonomia em sua gestão. “Só pedi duas coisas ao superintendente do Ipremu: não fazer aplicação onde suas filhas fossem gerentes de banco e não contratasse escritório de advocacia onde sua filha trabalhasse”.

Também na segunda-feira, a CPI ouviu o superintendente da Caixa Econômica Federal, Gilmar Pereira Passos. O superintendente informou que até dezembro de 2012, a Caixa tinha 79,32% ativos do Ipremu em investimentos, número que foi reduzido para 54% na gestão do prefeito Gilmar Machado. Ele disse ainda que ligou para o prefeito para manter os investimentos na Caixa.

Texto: Leonardo Leal

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