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Pesquisa premiada de iniciação científica da UFU permite melhor manejo de pastagens

Foto: Fabiano Goulart

Aumentar a qualidade e reduzir custos na alimentação animal. Esses são os principais benefícios que a pesquisa de iniciação científica desenvolvida pela estudante Angélica Nunes de Carvalho, quando estava no curso de graduação em Zootecnia da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), deve oferecer aos produtores de leite e carne no sistema de pecuária extensiva, ou a pasto, no Brasil.

O estudo “Efeito do corte da altura do dossel sobre metabolismo fisiológico de brachiaria híbrida”, realizado na Fazenda Experimental Capim Branco, da UFU, é um dos vencedores do VI Encontro de Iniciação Científica e Tecnológica realizado pela Diretoria de Pesquisa da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propp/UFU).

A pesquisa

No estudo foram avaliadas as respostas fisiológicas das plantas a diferentes alturas de corte da sua parte aérea e, segundo o co-orientador do estudo, Leandro Martins Barbero, do curso de Medicina Veterinária da UFU, os resultados encontrados vão ajudar os produtores a cuidar melhor da alimentação dos animais, pois a pesquisa permite aumentar a amplitude de manejo das pastagens com esta espécie de forragem.

“Quando a planta tem uma amplitude maior de manejo pode-se extrair mais dela, ou seja, eu posso aumentar a eficiência de pastejo nela, trabalhando com altura de corte mais baixas, ou então trabalhando no sistema menos intensivo, com alturas maiores e lotações inferiores”, explica o pesquisador.

O financiamento

A pesquisa foi desenvolvida pelo Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic), da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propp/UFU), que tem apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig).

Os editais de pesquisa, destinados a estudantes, pesquisadores, professores e técnicos administrativos da universidade, são publicados no primeiro (CNPq) e no segundo (Fapemig) semestres de cada ano e concedem apoio financeiro para eventos, experimentos e participação em eventos científicos.

A pesquisa de Angélica Carvalho, que foi aprovada no início deste ano no Programa de Mestrado em Zootecnia na UFU, teve também apoio de uma parceria público-privada que custeou os experimentos de campo.

O reconhecimento

A orientadora do trabalho, professora Ana Sílvia Franco Pinheiro Moreira, do Instituto de Biologia (Inbio/UFU), atribui o reconhecimento da pesquisa ao fato de este ser um dos poucos estudos na área de fisiologia de gramíneas forrageiras e ao ineditismo dos resultados, que vão responder a muitas questões ainda não compreendidas neste campo de estudo.

“Esse foi um resultado inesperado, pois nós acreditávamos que um pasto com maior altura teria um maior potencial fotossintético e nós verificamos que não houve diferença nenhuma”, afirma a pesquisadora.

Para Moreira, a dedicação da aluna também foi fundamental para o projeto. “Angélica fez disciplina de fisiologia vegetal, se interessou pelo tema e quis fazer estágio voluntário na área.

“Desenvolvemos dois projetos pilotos, o que permitiu a realização deste projeto pelo Pibic”, explica a orientadora, que ressalta, também, a importância do trabalho conjunto entre os cursos de Biologia e de Zootecnia da UFU. “O trabalho integrado entre dois cursos aparentemente tão distintos permite criar novas frentes de investigação científica e otimiza o uso dos recursos e da estrutura de laboratórios da Universidade, complementa Moreira.

A premiação

Os resultados serão apresentados durante a Jornada Nacional de Iniciação Científica, que acontecerá durante a 69ª Reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), de 16 a 22 de julho, em Belo Horizonte. Na UFU, a premiação ocorreu no dia 10 de maio, durante a reunião do Conselho de Pesquisa (Conpep), na Sala dos Conselhos da Reitoria, e dentre os prêmios, além de livros relacionados às áreas de pesquisa dos alunos premiados, estão as passagens para a reunião da SBPC na capital mineira.

Texto: Ascom UFU

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