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Tecnologia: o caminho para retomar o crescimento da economia brasileira

Sebastião Barbosa e Silva Junior, advogado. Foto: Divulgação

A ciência evoluiu das invenções tangíveis para as inovações tecnológicas virtuais.

Esse foi um enorme passo para a nova revolução mundial do conhecimento científico, alcançando todos os setores da economia: primário, extrativista e de agronegócios; secundário, de transformação; terciário, de comércio e serviços; e o institucional.

A partir da rede integrada de dados e comunicação, via internet, as pesquisas e os intercâmbios e trocas internas entre os centros de estudos e desenvolvimentos na área da biotecnologia, da medicina, da engenharia de sistemas e mecatrônica e todos os segmentos da ciência implementaram soluções de alta complexidade e com alcance de massa, praticamente, em extensão global.

Com isso, temos melhores técnicas, insumos e equipamentos agrícolas, um dos fatores de a produção nacional bater o recorde este ano e salvar o PIB, que estava em queda livre.

Aliado ao ganho de produtividade por área plantada, está o avanço na pecuária, na avicultura, na piscicultura, na suinocultura e afins, graças à introdução crescente de tecnologia na cadeia produtiva.

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento divulgou os resultados comparativos de março/2017–março/2016. Em março de 2017, as exportações de produtos do agronegócio brasileiro alcançaram o montante recorde de US$ 8,73 bilhões para o mês em questão, o que significou crescimento de 4,6% em comparação aos US$ 8,35 bilhões exportados em março de 2016. Esse valor representou 43,5% do total das vendas externas brasileiras no mês. As importações do agronegócio totalizaram US$ 1,39 bilhão em março, com expansão de 19,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. Como resultado, o saldo da balança comercial do agronegócio em março de 2017 foi de US$ 7,34 bilhões (+2,3%).

Nosso parque industrial ganhou melhor performance nos últimos 20 anos, graças ao acesso à tecnologia, não só no quesito diversidade, mas no de automação; e o mais importante é que gerou uma grande expansão de pequenas e médias indústrias, em especial no setor de alimentos; produtos voltados para construção civil (habitação) e higiene pessoal e predial.

Com a crise, a produção industrial acumula baixa de 5,4%, mas, felizmente, houve uma melhora em janeiro de 2017. Após 34 meses seguidos de queda, tivemos uma alta de 1,4% registrada em relação a janeiro de 2016, segundo o IBGE.

O comércio eletrônico, aliado a redes sociais, sinaliza mudanças radicais no comportamento de consumo e modelo de oferta de atacado e varejo.

Os aplicativos da área de serviços bancários, telefonia, televisão, turismo, saúde e outros modificam totalmente o relacionamento entre clientes e empresas.

Segundo pesquisa da Revista Exame – realizada no ano passado – o crescimento do e-commerce no Brasil: em 2014 as compras por smartphone totalizaram R$15,1 bilhões, representando mais de um sexto do e-commerce brasileiro. Em novembro de 2015 essa marca já estava próxima de 20%, indicando que praticamente um quinto das compras já é realizado através do smartphone, utilizando algum aplicativo pago; e 45% realizaram algum tipo de compra “in-app” (isto é, de dentro de um aplicativo).

Nessa disponibilização de tecnologia, temos um bom exemplo que são as cooperativas de crédito, as quais ganharam muito espaço dentro do sistema bancário tradicional, sendo uma forte opção aos consumidores desses serviços.
A economia brasileira pode retomar o crescimento pelo caminho da tecnologia. Como vimos, a iniciativa privada já está andando nesse sentido.

Obviamente que o governo tem que assumir definitivamente esta posição e começar a tratar investimentos em tecnologia com seriedade e planejamento.

Não basta promover pequenas ações isoladas, unificar ministérios para acoplar tecnologia ou subestimar o papel das universidades, sob uma enganosa propaganda de que estão sendo criados polos tecnológicos – isso não é verdade!
Para atingirmos verdadeiramente “ordem e progresso” será necessária a instalação de estrutura qualificada com objetivo real de polo de tecnologia em todas as cidades que tenham Universidade Estadual e/ou Federal. Essa decisão tem que ter o empenho de todas as esferas do governo e tratada como uma meta de prosperidade contínua.

Nesses centros de pesquisa (devidamente equipados), em parceria com a iniciativa privada, serão integradas as áreas de ciências de computação, engenharia de sistemas e suas ramificações, com as demais áreas de medicina, biologia, engenharia, administração, direito, etc…

Acadêmicos e professores trabalharão, justamente remunerados, em parceria com as áreas de P&D das empresas, com intercâmbio entre os polos de tecnologia do Brasil e do exterior, num sistema de Parceria Público-Privada (PPP), para atender às demandas prioritárias de reorganização e modernização das prestações de serviços obrigatórias do Estado: Educação, Saúde, Segurança e Infraestrutura.

Nesse processo de evolução e aplicação de soluções tecnológicas para tais serviços, surgirão vários interessados (empresas brasileiras e estrangeiras) em investir e compor a PPP.

O Brasil não é o país do futuro. Porque o futuro já chegou!

Texto: Sebastião Barbosa e Silva Junior
Advogado Empresarial

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