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Vereadora vai ao MPE e pede providências no atendimento do Ipsemg em Uberlândia

Foto: Divulgação

A vereadora, médica e presidente da Comissão de Saúde do Legislativo, Jussara Matsuda, entrou com uma representação no MPE (Ministério Público Estadual) solicitando providências no atendimento de cirurgias e internações aos servidores conveniados pelo Ipsemg (Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais). Desde março, a vereadora tem conversado com representantes do Legislativo estadual em busca de uma solução para o caso.

Jussara Matsuda destacou que há mais de um ano, Uberlândia não tem hospitais conveniados para oferecer atendimento de saúde de média e alta complexidade aos servidores beneficiários do Ipsemg. “Mesmo sem ter esses serviços, os conveniados continuam tendo que pagar mensalmente pelo convênio. Não é justo que isso ocorra. Não vamos aceitar que isso continue acontecendo. Por isso, entramos com essa representação no Ministério Público. Vamos dar um basta nessa situação”, afirmou.

Ela acrescentou que decidiu buscar as vias legais, porque até o momento não se tem uma solução concreta para a falta de atendimento do Ipsemg em Uberlândia. Lembrou também que a realização desse convênio com os hospitais da cidade, é uma forma de reduzir a procura por atendimento nas UAIs (Unidade de Atendimento Integrado) de Uberlândia. “Apesar de o assunto atingir servidores estaduais conveniados pelo Ipsemg, dando a ideia de que envolve mais os deputados estaduais, entrei de cabeça nessa história para que os conveniados não sejam obrigados a usar a rede pública de saúde local, sobrecarregando-a ainda mais, como tem ocorrido nos últimos meses”.

Audiência na Assembleia – O atendimento de urgência e emergência feito pelo Ipsemg foi tema de uma audiência pública na Assembleia Legislativa do Estado na quarta-feira (21). Na ocasião, o diretor presidente do hospital Santa Catarina, Placidino Stábile de Oliveira, disse que o hospital deve voltar a funcionar em cerca de 60 dias e atenderá os conveniados do Ipsemg.

Apesar de se ter essa sinalização dos conveniados poderem ser atendido nos próximos 60 dias, ainda não está claro se o problema será resolvido, uma vez que o próprio Placidino Oliveira disse, “sabemos que não cumpriremos plenamente a grande demanda dos servidores, mas atenderemos na medida do possível.”

Texto: Leonardo Leal

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