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Educação x Equilíbrio x Carreira Profissional: desafios para o sucesso

Sebastião Barbosa e Silva Junior, advogado. Foto: Divulgação

Diante tantas incertezas da vida, o tempo é amigo de quem o aproveita para estudar, melhorar e servir. Por outro lado, esse mesmo tempo é inimigo de quem não persevera nesses objetivos.

Os resultados do Brasil no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA, na sigla em inglês), divulgados em dezembro/2016, mostram uma queda de pontuação nas três áreas avaliadas: ciências, leitura e matemática. A queda de pontuação também refletiu uma queda do Brasil no ranking mundial: o País ficou na 63ª posição em ciências, na 59ª em leitura e na 66ª colocação em matemática, de 70 países pesquisados.

É muito triste ter que reconhecer que somos uma nação que não valoriza o professor, profissão de mais alta relevância em países realmente desenvolvidos.

Em nossa história, tivemos um avanço somente a partir da vinda da família real, com instalação das Academias Militares por Dom João VI, a partir do ano de 1808, ou seja, pouco mais de 200 anos de evolução do sistema educacional.

Nesse ritmo de ensino militarizado, restaram alguns progressos no campo da disciplina, do patriotismo, do conceito meritocrático, de respeito às instituições e outros derivados do rígido regime militar, contudo, sem uma política de investimento estrutural na educação.

A partir de 1985, foi redirecionada a política educacional e, apesar de algumas posições contrárias, as gerações a partir do ano 2000 devem agradecer e manter em suas memórias um nome: Paulo Renato Souza – Estruturador da Educação no final do século XX.

Economista e político brasileiro, transformou o cenário de poucas oportunidades de formação educacional em uma verdadeira universalização de acesso ao ensino em todos os níveis e a todos os brasileiros.

Foi Ministro da Educação durante o governo Fernando Henrique Cardoso, de 1º de janeiro de 1995 a 31 de dezembro de 2002. Principais projetos e realizações de Paulo Renato Souza na área de Educação:

• início da informatização da Educação no Brasil (1995),
• PROUNI – Programa Universidade para Todos (1995),
• ENEM – Exame Nacional do Ensino Médio (1998),
• SAEB – Sistema de Avaliação da Educação Básica (1998),
• universalização do Ensino Fundamental.

Os jovens brasileiros participam de uma sociedade mais igualitária, mesmo com toda crise econômica, política/moral e educacional; não temos mais uma inflação astronômica e o acesso ao ensino (por pior que ainda seja) deixou de ser elitista, o que proporciona níveis de competição profissional mais justos.

Por que então um elevado número de recém-formados desiste de atuar ou não está indo bem em suas carreiras profissionais?

Falta equilíbrio e perseverança, requisitos que a escola não ensina.

A vida não é “um relógio suíço” que funciona perfeitamente e no nosso pulso, mas um processo de desafios diários de superação de limites pessoais, interpessoais, familiares e sociais.

Para esse enfrentamento das incertezas, temos que nos preparar não só com conhecimentos científicos e “pular” de graduação a pós-graduação, mestrados e doutorados.

A consciência de equilibrarmos nossas atuações como profissionais, cidadãos, filhos, irmãos, maridos/esposas, pais e amigos, com nossos anseios pessoais, em função do tempo é, talvez, o principal desafio para o sucesso.

Não é fácil, por isso entra a perseverança, exercício contínuo de vermos, além da educação formal, as possibilidades que temos de nos relacionar bem conosco e com os outros – equilíbrio.

Por menos que pareça, essa mudança acabará refletindo positivamente e sistemicamente nas políticas educacionais e na valorização dos profissionais da Educação.

O tempo tem que ser nosso amigo! Passa logo…

Texto: Sebastião Barbosa e Silva Junior
Advogado Empresarial

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