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“Causos” de nossa terra: a chegada do espiritismo em Uberlândia

Foto: Divulgação

Quando o professor Antônio Maximiano Ferreira Pinto chegou a Uberabinha, 1857, Allan Kardec publicou a primeira obra de codificação da nova religião, o Livro dos Espíritos. No Brasil, o primeiro grupo de estudos da doutrina espírita formou-se na Bahia, em 1865. Maximiano teve uma filha chamada Amélia, que se casou com Cirilo Antônio de Oliveira. Dessa união, formou-se a família Oliveira Pinto, dedicada ao espiritismo até os dias atuais. Outro filho do Maximiano, o Chico Pinto, foi médium curador que receitava remédios homeopáticos. O primeiro grupo de praticantes do espiritismo em Uberabinha foi instalado em 1907, recebendo o nome de Grupo Espírita Luz e Amor.
Nos fins do século XIX, vivia em Monte Alegre o Antônio Alexandre Vilela. Pai do estradeiro Fernando Vilela. Ele assinava o jornal “O Paiz”, no qual Bezerra de Menezes publicava artigos doutrinários. Vilela interessou-se pela nova religião e adquiriu muitos livros sobre ela.

O coronel José Joaquim da Silva, natural de Piumhi, residia em Uberabinha, no Sítio do Poção. Foi o pai de Gustavo José, José Júlio da Silva, Alfredo José da Silva e João José da Silva, religiosos dedicados. José Joaquim visitava constantemente o Antônio Alexandre. Interessando-se pela crença do amigo, José começou a adquirir livros doutrinários indicados por ele. Outro fazendeiro espírita que havia por aqui, foi Antônio Hermeto, que receitava homeopatias aos doentes que o procuravam. O próprio Fernando Vilela foi espírita convicto e não por acaso associou-se a outro espírita, o dr. Ignácio Pinheiro Paes Leme, para construir suas estradas.

Em 1895, chegaram a Uberabinha Pedro Schwindt e sua esposa Maria Rita. Pedro era empregado da Mogiana. Depois de alguns anos, Pedro saiu do emprego. Mudou-se de Uberabinha, mas retornou em 1931. Com os problemas de saúde de sua esposa, aproximou-se do espiritismo e revelou-se médium psicógrafo. Maria Rita recebeu dons de curar, que praticava através da homeopatia. Certa ocasião, Pedro estava no quintal e recebeu forte estímulo e orientações para fundar um grupo espírita. Por essa época, Gustavo José procurou os Schwindt e começaram a fazer reuniões na casa de Pedro, com membros das duas famílias mais Nestor Rezende e João Florentino Rezende. Dois anos depois, fundaram o Centro Espírita Fé, Esperança e Caridade que está aí, até hoje. Seu primeiro presidente foi Gustavo José da Silva.

Antônio Pereira da Silva

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