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Alunos da rede municipal aprendem a solucionar o Cubo Mágico

Projeto realizado em parceria com a UFU desenvolve raciocínio lógico e outras habilidades

Foto: Cleiton Borges/SecomPMU

Melhorar o raciocínio lógico e desenvolver habilidades de memorização. Esses são os principais objetivos do Cubo Mágico, um quebra cabeça tridimensional. E uma parceria entre a Prefeitura de Uberlândia e a Universidade Federal de Uberlândia (UFU) está levando esse conhecimento aos alunos das escolas municipais. O projeto, que teve início em junho, ensina aos estudantes do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental, várias técnicas para resolver o Cubo Mágico.

Três escolas estão recebendo as aulas neste primeiro momento. No segundo semestre deste ano, outras quatro serão contempladas pelo projeto. No próximo ano, há previsão de ampliar o número de escolas beneficiadas. Em algumas unidades, o programa é desenvolvido dentro da disciplina de matemática. Em outras, as aulas são realizadas no contra turno.

O responsável pelo projeto é o professor do Instituto de Matemática da UFU, cubista e campeão brasileiro 2017 em duas modalidades de Cubo Mágico, Alexandre Henrique Afonso Campos. Segundo ele, a meta inicial era de que os alunos estivessem resolvendo o cubo na oitava aula. Mas as crianças já começaram a montar o quebra-cabeça sozinhos a partir do quarto dia de orientação.

“As técnicas utilizadas para resolver o cubo também proporcionam outras vantagens e benefícios aos alunos. O brinquedo estimula a visão espacial, aumenta a instrução de sequências e regras que remetem aos algoritmos, melhora muito o raciocínio lógico e a memorização, além de aguçar a curiosidade e a vontade de resolver qualquer problema”, afirma Alexandre Campos.

Melhora nas aulas

O professor de matemática Cassiano Marques Barbosa, que leciona na Escola Municipal Afrânio Rodrigues da Cunha (primeira escola a receber o projeto), já percebeu melhora nos alunos que participam das aulas de Cubo Mágico. “Estão mais concentrados, tiveram uma boa evolução nas matérias, melhoraram na organização e disciplina. Além disso, o projeto também impactou aqueles que ainda não participam, porque eles e estão mais interessados nas aulas de matemática e querem aprender a resolver o cubo”, completou.

Raciocínio mais rápido

Os alunos que participam do projeto Cubo Mágico também notaram evolução na resolução de questões, sobretudo em matemática. Maísa Targino Ramos, de 14 anos, aluna do 9º ano, por exemplo, já havia tentado resolver o cubo e nunca tinha conseguido até ter as orientações do projeto. “É muito legal. Parece que acelera o raciocínio, a gente passa a pensar mais rápido”, contou.

Willana Pereira da Silva, 14 anos, também aluno do 9º ano da Escola Municipal Afrânio Rodrigues da Cunha, nunca tinha tentado montar o cubo e conseguiu resolvê-lo já na quarta aula do projeto. “Achei que ia ser mais difícil. E todo esse aprendizado tem influenciado nas aulas, porque parece que consigo resolver as questões mais rapidamente”, disse.

Texto: Secom PMU

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