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O incrível NieR: Automata

Foto: Divulgação

Quando vi pela primeira vez, em uma apresentação da publisher SquareEnix, na E3 2015, sequer me dei o trabalho de pesquisar mais sobre o lançamento do jogo. Na verdade, fiz até um julgamento antecipado de ser apenas mais um hack´n slash superficial cheio de pancadas. Veio então o primoroso trabalho de marketing da SquareEnix, junto com a desenvolvedora PlatinumGames, que inclusive ofereceu o início do jogo em uma demo/beta para testes. Seu diretor produtivo, Yoko Taro, ficou famoso por aparecer em entrevistas e ações comerciais com uma máscara bem bizarra. Ok, parecia “coisa de doido”, mas funcionou e atraiu atenção.

O jogo é um RPG de ação em terceira pessoa em mundo aberto que mistura shoot’em up (jogos de navinha) e se passa no ano de 11.945, após a décima quarta guerra das máquinas, numa Terra solitária e pós-apocalíptica. Os humanos sobreviventes estão alojados em guetos na Lua, escondidos da guerra contra robôs alienígenas que dominam o planeta azul. Até então, parece ser uma história já muito utilizada, tipo Matrix feelings mesmo. Inclusive, o começo do game é um pouco desanimador, já que utiliza um tipo diferente de saves, sendo necessário encontrar centrais de comunicação com a sede da YorHa (uma organização andrógena criada para lutar em “glória à humanidade”).

A protagonista do jogo é a 2B, uma androide fria e seca, mas conforme se avança, se torna mais maleável com o seu fiel colega 9S. Os dois androides foram construídos por humanos e integrantes da YorHa, são enviados à Terra para lutar contra os robôs, que agora mandam no local. 9S se mostra interessado em 2B desde o começo do jogo, mas, sem muita resposta, acaba sendo sempre um companheiro inseparável. O game aborda uma visão romântica e sentimental, bem parecido com o filme I.A. – Inteligência Artificial ou como O Homem Bicentenário, ambos explorando uma ideia de sensibilidade humana conforme as máquinas vão evoluindo.

Mas sim, o grande destaque desse game é sua jogabilidade. Sai da normalidade linear dos jogos de terceira pessoa com visão traseira para mudanças constantes em referências de plataformas ou a visão superior “à la Diablo”. Por ser um RPG, as opções de atualizações e compras de armas são enormes, além, é claro, do aumento dos pontos de experiências conforme se derrotam robôs.

Junto a isso, uma trilha sonora de tirar o fôlego, composta por músicas melancólicas e futuristas. Os vocais e letras vieram da vocalista Emi Evans, uma cantora inglesa que vive em Tóquio. O mais interessante dessa trilha é como ela acompanha suas evoluções no jogo, com músicas mais “pesadas” em momentos de batalhas épicas e mais calmas durante a evolução natural no mapa do game. Lembra muito as famosas trilhas dos Final Fantasies.

A crítica negativa que fica é a falta de comprometimento com alguns detalhes gráficos. Por mais que o game abuse dessa visão minimalista, em algumas partes parece ter faltado uma renderização melhor e um menu de evolução mais didático. Não parece ser um jogo desenvolvido para as atuais gerações de motores gráficos. Outro problema foi que, especificamente no Brasil, algumas mídias físicas de lançamento apresentaram problemas.

Enfim, esse é o NieR: Automata, um jogo surpreendente que, apesar de alguns detalhes, nos traz uma visão pós-apocalíptica, minimalistamente lúdica, em uma experiência de jogabilidade e enredo incrível, além de uma trilha sonora emocionante. O jogo foi lançado em 17/03/2017 para PS4/Win10-Steam.

Trailer de lançamento do jogo:

 

Texto: Lucas Luz
Entusiasta de Games

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