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Conselhos de Administração

Hélio Mendes é professor e consultor de Planejamento Estratégico e Gestão. Foto: Divulgação

É crescente o número de artigos, livros e cursos sobre os conselhos de administração, visando as empresas de capitais abertos ou mesmo as grandes corporações que se prepara para abrir capital. Consequentemente a profissão de conselheiros independentes, com capacidade der criar valor para empresa.

Os conselhos têm mudando, podemos destacar como evolução, classificando em três fases:

1- Durante algum tempo os conselhos foram ocupados por pessoas da família no caso das empresas familiares e nas empresas de capital aberto, como último estágio da carreira de executivo, em alguns porque estavam criando mais dificuldades do que soluções, poucos eram por atender os requisitos de competência.

2- Na Segunda fase, principalmente no Brasil era ocupado por pessoas com capacidade de influenciar o governo ou setores de interesse da empresa, o objetivo era influenciar o ambiente externo, com pouco vinculo com estrutura interna, contribui pouco com as estratégias e nada de forma direta com os processos internos.

3- Atualmente os conselhos tem ocupado de fato uma posição estratégia e contribuindo com revisão constante dos negócios, além de representar com profissionalismo os acionistas ou membro da família que possuem pouca participação. O conselho hoje é uma diretoria externa, com responsabilidade, que para garantir a sua própria integridade e dos acionistas exige auditoria interna e externa, contribui, cobra postura e coerência dos seus executivos, atitudes éticas. Além da atividade principal que é a parte estratégica, contribui em sintonizar com a estrutura interna e processos, no caso das empresas familiares com o planejamento sucessório e na administração dos conflitos familiares, colocando normas que facilita o melhor convívio, sem perder o foco da obtenção de resultado empresarial.

Outro trabalho dos novos conselheiros está em avaliar o executivo e os diretores, não só na questão de resultados, mas na parte ética. A legislação atual faz com que os conselheiros sejam de fato responsáveis pelo que está acontecendo, se não forem exigentes, competentes e profissionais colocam em risco o seu nome e patrimônio. Acredito que este modelo coloca um fim no corporativismo que existia antes e na relativa responsabilidade aliada a uma baixa produtividade.

O perfil deste novo conselheiro, tem sido idade acima de 50 anos, com conhecimento de diversos setores, vivência internacional e visão estratégica, o salário em média de conselheiro é de oito mil reais por uma participação mensal, onde recebe informações gerências, relação de resultados versus preposições contida no planejamento estratégico da empresa e proposta de investimentos, nada se gasta sem comprovação de custo e benefício.
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Nas empresas onde o conselho exerce de fato a sua função a grandes conflitos, mas o resultado é visível, este modelo tem sido adotado pelas grandes corporações de capital aberto, mais defendo a sua existência nas medias empresas e nas empresas que ainda não abriu o seu capital, principalmente as familiares. Destaco a sua contribuição com planejamento sucessório, criação de alianças estratégicas e na profissionalização.

Texto: Hélio Mendes
Prof. e Consultor de Planejamento Estratégico e Gestão

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