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Os dias em que o rock passou dessa para melhor

Anderson Tissa, autor da coluna “Vida Longa, Baby”.
Imagem: Douglas Luzz

Nos últimos 66 anos (número sugestivo), o rock acumulou uma série de acidentes e causas fatais em sua história. Mas apesar de ter se tornado um defunto há décadas, o gênero musical que comemora mais um ano de vida neste 13 de julho, parece acumular mais vidas que centenas de gatos.

O rock nasceu e logo bateu as botas numa brincadeira de roleta russa. Mesmo sendo avisado que não deveria brincar com arma de fogo, Johnny Ace rodou o tambor e acabou disparando contra a própria cabeça. Kurt Cobain, 40 anos depois, também disparou contra a sua cachola.

Num acidente de barco, Johnny Burnette se afogou e puxou o rock junto. E essa não foi à única vez que o rock morreu debaixo d’água, o guitarrista dos Stones Brian Jones também deu adeus ao mundo, submerso na piscina da sua mansão.

As águas matam, mas não se comparam as drogas. Jim Morrison e Janis Joplin tiveram uma overdose com heroína, Scott Weiland com cocaína. Gram Parsons se foi depois de muita morfina e tequila. Os analgésicos enterram Prince. O barbitúrico colocou Hendrix a sete palmos do chão. E nem os antidepressivos salvaram Nick Drave da depressão.

Acidentes estranhos também fizeram o rock beber o chá da meia-noite. Keith Relf estava tocando guitarra na banheira e acabou eletrocutado. Steve Marriott dormiu fumando e acabou carbonizado no próprio quarto. Rod Price caiu da escada, quebrou o pescoço e foi para o beleléu. Deva Pramada foi esmagado por um fado de feno de 600 kg. E o multi-instrumentista Took deu o último suspiro depois de se engasgar com uma cereja de cocktail (dá pra acreditar?).

O rock também morreu sufocado. John Bonham com o próprio vômito. Billy Murcia tomando café. Michael Hutchence sucumbiu depois de ser asfixiado num quarto de hotel.

Mick Thomson foi esfaqueado. Lennon tomou um tiro na porta de casa. Paul morreu, o cara que está por aí é um sósia. Raul esperou a morte chegar com a boca escancarada cheia de dentes. Freddie, Cazuza e Renato não tinham a cura. É… para muitos o rock já Elvis!

São inúmeras mortes de tudo quanto é jeito. Súbitas, misteriosas, doloridas, curiosas, cardíacas, hemorrágicas, suicidas, homicidas, explosivas, uma infinidade delas. Mas ainda assim, o pulso ainda pulsa.

Que tal ouvir um pouco de gente morta? Playlist dedicada ao Dia Mundial do Rock.

Texto: Anderson Tissa
Foto: Divulgação

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