Comportamento Expresso Foco

Como julgamos os nossos filhos

Foto: Pixabay

Nós julgamos nossos filhos todos os dias e não fazemos isso por maldade ou nem mesmo porque somos péssimos pais. De forma alguma, esse movimento é natural do ser humano, já que a partir do momento em que as crianças são o nosso espelho, podemos ver com mais clareza os nossos defeitos e julgá-los nos outros é a melhor forma de ficarmos longe deles.

Vamos por partes: a primeira é que precisamos ter liberdade de julgamento até de nós mesmos. Ou seja, se vamos iniciar um processo de não julgamento, já vamos começar fazendo isso por nós. Não julgaremos se somos bons pais porque temos a certeza de que estamos fazendo o melhor com as ferramentas e os recursos que possuímos.

Em segundo lugar, precisamos perceber que os nossos filhos aprendem aquilo que vivenciam conosco, desde os primeiros dias de vida. As crianças aprendem as nossas qualidades e os nossos defeitos, de uma forma inconsciente, sem saber se é certo ou errado, feio ou bonito. Elas simplesmente copiam.

E, por fim, ter a sabedoria de olharmos para dentro de nós mesmos sem preconceitos ou pré-julgamentos. Precisa ser de forma verdadeira e honesta para que possamos encontrar “defeitos” que estão muito bem protegidos e escondidos.

Esse processo não é uma tarefa fácil, não acontece do dia para a noite e pode ser realizado com a ajuda de um profissional (Coach). De qualquer forma, tenha a certeza de que será gratificante quando você começa a descobrir e a realizar a transformação pessoal que pode fazer em si mesmo. Já sabemos que a felicidade está dentro da gente e que para alcançá-la vamos precisar realizar algum trabalho de desenvolvimento pessoal ou autoconhecimento.

A minha proposta é simples: convido você a perceber, quando se irrita com seu filho ou mesmo com outra pessoa, se aquele motivo que o fez ficar irritado é algo que precisa ser trabalhado em você. Eu sei que a ideia pode parecer absurda num primeiro momento, mas simplesmente faça o exercício.

Perceba o que te deixou irritado e, em vez de brigar ou discutir, apenas utilize toda a motivação da raiva para que você possa descobrir algo dentro de você que lhe causa essa irritação. Quais valores estão relacionados a esse sentimento e como você trabalhou ele na sua vida.

“Às vezes eu falo com a vida… às vezes ela que diz… qual a paz que eu não quero conservar para tentar ser feliz…”
A Minha Alma
(O Rappa)

Texto: Leonardo Veloso
Coach, KidCoach, Advanced PNL / Autor do blog: www.depaiprapais.com.br

Notícias relacionadas