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Sete agentes penitenciários são presos em operação da Polícia Civil

Foto: Leonardo Leal

Sete agentes penitenciários do presídio professor Jacy de Assis foram presos na manhã desta quinta-feira (20), pela Polícia Civil de Uberlândia dentro da operação Legalidade. Segundo as investigações, os agentes são acusados da morte por execução de cinco pessoas no bairro Lagoinha (zona sul) em 17 de agosto de 2015, em uma possível retaliação ao assassinato de um agente penitenciário ocorrida no dia anterior.

A operação coordenada pelo delegado regional de Polícia Civil Edson Rogério de Morais e pelo delegado de homicídios Rafael Herrera, contou com a participação de 40 Policiais Civis e 10 Agentes Penitenciários, com apoio integral da Secretaria de Administração Prisional.

O delegado regional Edson Morais ressaltou o cumprimento dos sete mandados de prisão, deflagrados pela operação Legalidade, após cerca de dois anos de investigação. Ele disse também que as investigações se valeram de provas materiais e testemunhais aceitas no ordenamento jurídico brasileiro. “Os agentes foram entregues à secretaria de Administração Prisional, na figura do diretor da referência aqui em Uberlândia o qual vai dar o devido destino a eles”, afirmou.

De acordo com Herrera, a Polícia Civil levantou todas as hipóteses na apuração do crime. “As provas testemunhais nos esclareceram que as mortes ocorreram após uma abordagem típica policial, em que as vítimas foram colocadas em posição de busca, em seguida os autores efetuaram os disparos. Paralelamente, foi descoberto que as munições utilizadas eram em sua totalidade calibre 380, que é utilizado por quase a totalidade dos agentes prisionais”, afirmou delegado.

Herrera destacou que as pessoas executadas no bairro Lagoinha não tinham nenhuma ligação com o assassinato do agente penitenciário. “Eles eram viciados, estavam consumindo drogas, vivendo numa situação quase de andarilhos”, O delegado acrescentou que os autores da morte do agente penitenciário foram presos há mais de um ano.

Segundo o delegado de homicídios, os acusados vão responder por cinco homicídios qualificados, (execução e motivação fútil) e podem pegar uma pena próxima a 100 anos de prisão.

Texto: Leonardo Leal
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