Expresso Foco Saúde

Saúde: questão de atitude!

Eduardo Haddad é educador físico

Olá, amigo leitor! Hoje vamos falar sobre os excessos de exercícios realizados por aquelas pessoas que não conseguem resistir aos prazeres da boca e tentam compensar os exageros calóricos com exercícios. Conhece pessoas que dizem: “Vou me exercitar para poder comer” ou ainda “Essa modalidade me emagrecerá mais que aquela”? Pois bem! Quando pensarmos em termos de exercícios há sempre três perguntas que devem ser respondidas. São elas: para quê? Para quem? E, por fim, quando?

Em um trabalho de Littlefield e cols. (2017), foram comparados os níveis de gordura no sangue após exercícios de diferentes intensidades com as amostras de sangue de pessoas que não se exercitaram. Houve diferenças expressivas entre quem se exercitou e quem não se exercitou. Para a surpresa da comunidade científica, não houve diferenças significativas entre os modelos de treinamento. Assim sendo, amigos, reforçamos que o importante é se manter fisicamente ativo e evitar hábitos sedentários. O exercício deve ser um caminho para a saúde e perder peso se torna uma consequência. Tentar se sobrecarregar com exercícios para poder comer excessivamente é contraprodutivo e uma agressão a sua saúde.

Koehler et al. (2017) publicaram no European journal of clinical nutrition, uma das mais sérias revistas científicas na área, um importante estudo onde se afirmou com impacto científico a importância da restrição calórica para a perda de peso. Até então muito se atribuía aos efeitos do exercício. Os autores ainda asseguraram com base nos seus achados que, apesar de haver restrição calórica, a massa muscular foi satisfatoriamente preservada.

Santos et al. 2017 realizaram um estudo europeu com 388 pessoas que perderam e mantiveram seu peso. Puderam perceber que a adoção de hábitos mais saudáveis se revelou o grande diferencial entre o sucesso e o fracasso das diferentes estratégias para controle de excesso de peso corporal. Segundo os autores, as estratégias mais frequentes envolviam selecionar alimentos mais saudáveis, reduzir conscientemente o tamanho das porções, ter regularidade do consumo de vegetais, tomar café da manhã, praticar atividade física, monitorar o peso com prudência (sem obsessão), estabelecer objetivos pessoais, reduzir as quantidades gerais de carboidratos e fazer suave aumento do consumo de proteína.

A ciência está caminhando a largos passos para deixar claro à humanidade a importância de adotarmos bons hábitos e um estilo de vida mais saudável. Entretanto, se apenas lermos e não mudarmos, nada acontecerá. Precisamos hoje tomar atitudes que nos conduzam rumo à saúde para que possamos amanhã nos regozijar, vivendo plenamente ao lado daqueles que amamos.

KOEHLER, Karsten; DE SOUZA, M. J.; WILLIAMS, N. I. Less-than-expected weight loss in normal-weight women undergoing caloric restriction and exercise is accompanied by preservation of fat-free mass and metabolic adaptations. European journal of clinical nutrition, v. 71, n. 3, p. 365-371, 2017.

LITTLEFIELD, Laurel A. et al. The effect of exercise intensity and excess post-exercise oxygen consumption on postprandial blood lipids in physically-inactive men. Applied Physiology, Nutrition, and Metabolism, n. ja, 2017.

SANTOS, Inês et al. Weight control behaviors of highly successful weight loss maintainers: the Portuguese Weight Control Registry. Journal of behavioral medicine, v. 40, n. 2, p. 366-371, 2017.

Texto: Eduardo Haddad

Notícias relacionadas