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Comunidade se reúne para preparar programa de atividades em escola que estava abandonada

Foto: Irineu Castanheira

Foi um domingo em sala de aula, mas não de alunos em atividades, foram os pais e comerciantes do bairro Lagoinha que se reuniram para decidirem como vão reaproveitar as instalações do prédio da antiga Escola Estadual Felisberto Carrejo, fechada há 3 anos.

Os moradores, em parceria com a Instituição não governamental, Narrativa da Imaginação, que trabalha na área da educação com atividades extra curriculares, deram braços e colocaram a mão na massa. Antes da roda de conversa para decidir democraticamente quais atividades vão levar para a comunidade, tiraram o sábado para fazer faxina e iniciar as obras de reparo nas instalações do prédio.

Desde o ano passado, a Instituição empenhou esforço para conseguir o termo de cessão e usar o prédio para a comunidade. Com a autorização em dia, agora vão transformar o prédio em referência para crianças, jovens e adultos para terem um espaço de lazer, cultura, orientação profissional e educação. A gente não pode ter medo de trabalho, cada um ajuda no que pode fazer e no que conhece e aos poucos mais gente vem e tudo vai pegando novo visual, não pode deixar tudo isso abandonado”, disse Valter Pereira, voluntário.

Foto: Irineu Castanheira

São mais de 2mil e 500 metros quadrados, uma quadra e 15 salas de aula. Nas últimas semanas, os vizinhos da escolas, profissionais liberais como encanador, pedreiro e comerciantes com doação de materiais e donas de casa se apresentaram e voluntariamente estão mudando a cara da escola. “A escola já fez parte da vida de muitos moradores do bairro, que estudaram aqui, e agora querem retomar isso pra eles, pros filhos deles”, disse Rafael Rocha, presidente Narrativa Imaginação.

Para o direito de uso ser concedido, a Instituição Narrativa da Imaginação firmou compromisso com a prefeitura de Uberlândia, responsável pelo prédio, cedido pelo Governo do Estado.
A biblioteca será reativada e melhorada com acesso público, um espaço para jogos interativos educacionais, criação de um núcleo de assistência jurídica voltado para as áreas de família e trabalho e formar uma horta comunitária para atender a comunidade.

A roda de conversa serviu para ampliar as idéias para mais atividades. Já existem, por exemplo, pedidos para cursos profissionalizantes, propostas para parceria com empresas da região que poderão oferecer atividades com remuneração para mulheres e jovens e até projetos para empresas parceiras que ajudar na reforma terem divulgação da marca como parceira da Escola. Agora, os moradores querem dar “cara nova” , para o prédio, “queremos encontrar parceiros para nos ajudar a pintar o muro da frente e fazer grafites, por exemplo, completou Rafael Rocha.

Texto: Cristiane de Paula

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