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Hail To The King, baby! Essa é a Saga Duke Nukem

Foto: Divulgação

Os anos 90 foram especiais no mundo animado dos jogos eletrônicos. Logo de cara vieram as estreias de alguns clássicos eternos como Resident Evil, Quake, Diablo, Tomb Raider, entre outros. Também foi época de lançamento do poderoso e então evolutivo console Nintendo 64 e seus jogos, como Mario Kart 64, 007 – Goldeneye e Star Fox 64. Mas teve um jogo que atraiu a atenção de muitos entusiastas, principalmente por misturar dezenas de ícones pops da época. Imagina um super-herói com traços do Exterminador do Futuro, durão como o Chuck Norris e engraçado como John McLane (Bruce Willis no papel do policial em Duro de Matar)? Sim, existiu! E foi exatamente ele, o Duque Nuclear.

O primeiro jogo da série foi lançado em 1991 pela 3DRealms/ Apogee Software exclusivamente para PC/DOS. Era um jogo em plataforma 2D, mas já com as características conhecidas do personagem. Duke, um agente da CIA, lutava no futuro – que se passava em 1997 – contra um batalhão de robôs e alienígenas criados pelo maldoso Dr. Próton, vilão que tentava não só dominar o mundo, como a Lua. O game teve relativo sucesso de distribuição, que abriu as portas para uma sequência.

Foto: Divulgação

O segundo jogo – Duke Nukem II – lançado em 1993, veio com algumas inovações nas movimentações do personagem, além de novos inimigos e alguns bordões já conhecidos. Mas o game não foi lá um campeão de vendas, já que a moda estava na estreia dos jogos em primeira pessoa FPS, como DOOM.

E foi nessa moda que, em 1996, o jogo seguinte da série embarcou. Veio então o consagrado Duke Nukem 3D. Com lançamento exclusivo para PC/DOS, o game veio com tudo. Assim como no primeiro jogo, Duke era um militar do governo, que, após as batalhas recém-terminadas no espaço, voltava à Terra para descansar e aproveitar suas férias. Antes de pousar em Los Angeles, sua espaçonave é derrubada por alienígenas, que já haviam dominado o planeta.
O jogo foi desenvolvido como um shooter de primeira pessoa, em terceira dimensão (3D), mas com os personagens em segunda (2D), e seu objetivo era o mesmo dos FPS: liberar a saída do mapa. Enquanto outros jogos do gênero tinham personagens mudos, Duke era praticamente um “boca aberta”. E esse foi seu grande diferencial perante os concorrentes DOOM e Wolfenstein.

Posteriormente, foram feitos MODS por fãs que lançaram um kit de desenvolvimento de mapas para jogos online (no caso, conexão direta via modem). Em 1997 foi lançada uma versão para Playstation 1 intitulada Total Meltdown.

                                                Duke Nukem 3D


 

Com o sucesso alcançado pelo Duke Nukem 3D, a produtora 3DRealms, no ano de 1998, prometeu uma continuação do game que foi chamada de Duke Nukem Forever. Sim, ele mesmo, aquele que virou o Chinese Democracy (álbum dos Guns N´ Roses) do mundo dos jogos eletrônicos.

Como o jogo foi sendo adiado, foram lançados alguns spin-offs da série e Duke Nukem: Time to Kill foi o primeiro deles. O jogo veio em terceira pessoa e abordava uma história parecida com a do terceiro game e foi exclusivo para Playstation 1. Na sequência, já em 1999, foi lançado para Nintendo 64 o Duke Nukem: Zero Hour. Em 2000, veio a continuação com o Duke Nukem: Land of the Babes e em 2002 foi lançado para PC e Xbox o Manhattan Project, game que parecia com o primeiro jogo, inclusive sendo em plataforma 3D.

Ufa! Então, piadinha como “Antes tarde Duke Nukem” era comum quando se falava do lançamento do tão esperado Forever. Mas não veio nenhuma boa notícia.

Em 2010 foi declarada falência da desenvolvedora 3DRealms, jogando um banho de água fria nos fãs. Surgiu a oportunidade de outra grande publisher do setor investir no Duke. E foi assim que aconteceu. A 2K Games, junto com a GearBox Software, conseguiu a compra dos direitos autorais e logo anunciaram uma data de lançamento para o então esperançoso Duke Nukem Forever. E assim, no dia 10 de junho de 2011 foi finalmente lançado, após 13 anos de espera.

Trailer de lançamento de Duke Nukem Forever

A história do game, apesar de simples, é bem legal. Após salvar a Terra no terceiro jogo da saga (Duke Nukem 3D), Duke vira um astro mundial, multimilionário, um verdadeiro rockstar. Mas algum tempo depois os alienígenas voltam ao planeta para vingar-se dos seres humanos, especialmente de Duke. E olha, eu realmente gostei do jogo, apesar de que a crítica especializada não foi muito favorável em suas análises. O game foi lançado para PC/Windows, MacOs, Xbox360 e Playstation 3 e foi um fracasso de vendas, menos de 3 milhões de cópias distribuídas, que era a expectativa para o primeiro semestre de mercado.

Apesar dessa lenda com o último jogo, a saga Duke Nukem deixou seu lugar na história dos games e provavelmente vai ser lembrada pelo sucesso estrondoso, principalmente do revolucionário Duke Nukem 3D, com suas piadinhas e bordões que ficarão escritos eternamente para seus fãs.

PS: É possível encontrar na Steam uma versão comemorativa de Duke Nukem 3D: 20th Anniversary World Tour!

 

Texto: Lucas Luz
Entusiasta de Games

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