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Novo processo seletivo da UFU será avaliado pela comunidade

Foto: Divulgação

O novo processo seletivo da UFU (Universidade Federal de Uberlândia) será avaliado pela comunidade interna e externa. O vestibular ocorrido no meio do ano, contou com as suas duas fases realizadas em um único fim de semana. Também nesta edição do certame foram feitas entrevistas com os candidatos autodeclarados pretos, pardos e indígenas. A informação foi divulgada na tarde desta sexta-feira (28), pelo pró-reitor de extensão e cultura Helder Eterno Silveira em coletiva de imprensa.

Silveira destacou que a decisão foi acordada no Conselho Universitário e no Conselho da Administração Superior e que, a partir da primeira estratégia utilizada no vestibular, fosse realizada uma avaliação ampla. “Se nesse mecanismo de avaliação, que contará com a participação das comunidades internas e externas, houver o apontamento de mudanças para melhorar o processo, assim se fará respeitando uma vontade coletiva”, afirmou.

Na coletiva de imprensa, Silveira disse também que a troca do diretor de processos seletivos Dennys Garcia Xavier e a nomeação de Maura Alves de Freitas Rocha para o cargo faz parte de um reordenamento da gestão. “A professora Maura Rocha assume a diretoria pensando nas novas estratégias, novas etapas, que nós queremos implementar na universidade a partir do estabelecimento da criação de uma política institucional de processos seletivos, que seja muito dialogada com a comunidade acadêmica e com a comunidade externa”, afirmou.

Em relação ao fato de Maura Rocha responder a uma ação por improbidade administrativa ajuizada pelo MPF (Ministério Público Federal) (MPF) e ter sido condenada em primeira instância em outubro de 2016, Silveira disse que, a UFU tem muita segurança nas escolhas que faz. “Nós não podemos nos arvorar juízes da professora, uma vez que a Constituição Federal lhe garante o direito recursal em muitas instâncias. Ser citada numa sentença não significa que ela está condenada porque não há uma tramitação em julgado. É importante citar que a sentença não impede a professora Maura de assumir nenhum cargo público, no seu direito recursal e atendendo normas republicanas de assumir os diferentes cargos públicos a que for demandada e se aceitar tal convite”, destacou.

 

Texto: Leonardo Leal

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