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Vereador do PSB aponta que saída de deputado do partido tem duas motivações

Foto: Denilto Guimarães / CMU

O deputado federal Tenente Lúcio sinalizou recentemente que deve deixar o PSB. Para o vereador Felipe Felps a possível saída do deputado federal Tenente Lúcio do PSB, se deve primeiramente à postura do partido em exigir votação contrária às reformas e ações do presidente Temer. Felps acredita também que o deputado deve estar pensando numa possível reeleição e analisado qual partido é favorável a uma candidatura. “A estratégia dele é entender qual cenário político mais favorável para ele com a bagagem que tem”, afirmou.

Reunião do grupo – Felps lembrou que o PSB tem quatro vereadores na Câmara de Uberlândia e eles se reunirão nessa semana com o deputado federal para pensar o próximo processo eleitoral. Além de Felps, estão no PSB, os vereadores Wender Marques, Vilmar Resende e Jussara Matsuda. “Nesse momento não tem essa conversa de mudança de partido entre os vereadores”, disse.

Credibilidade na política – Felps lembrou que o grande problema atual é a credibilidade da classe política. “Tenho buscado uma conscientização dos formadores de opinião da cidade, de que nós precisamos unir forças para revitalizar o poder Legislativo”, afirmou.
O vereador ressaltou que o Legislativo é o poder mais importante dos três, uma vez que é o poder que elabora a legislação do Judiciário e autoriza as tramitações e ações do Executivo. Na visão de Felps, o papel da Escola do Legislativo é fundamental para o esclarecimento à população. Um dos projetos para o próximo ano é realizar um trabalho junto às escolas sobre o papel do Legislativo e realizar ações externas no intuito de aproximar a Câmara da população.

Gastos na Saúde – No início das sessões legislativas, o vereador Vico apresentou requerimento solicitando demonstrativo das despesas na secretaria de Saúde. Ele acredita que 10% do orçamento anual de R$ 500 milhões são desperdiçados. “Nós desperdiçamos 10% do valor investido, cerca de R$ 50 milhões, por falta de eficiência administrativa. Que não é dessa administração, é do histórico da gestão pública no Brasil. Segundo Vico, o desperdício está em compras erradas, falta de controle dos exames, atendimento lento à população, entre outros fatores. A prefeitura tem 15 dias para responder.

Contratações na Fundasus – O vereador Adriano Zago usou a tribuna da Câmara em sua primeira sessão para questionar as contratações pela Fundasus, que foi extinta no início do ano. Zago apresentou ofício ao Ministério Público Estadual que deve ouvir nos próximos dias os representantes da secretaria de Saúde para explicarem as contratações de uma fundação extinta.

 

Texto: Leonardo Leal

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