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Em protesto, vereadores deixam o plenário e sessão é encerrada após pedido de questão de ordem ser negado

Foto: Denilton Guimarães / CMU

Em protesto, os vereadores deixaram o plenário da Câmara na manhã desta sexta-feira (04), após o presidente da Casa de Leis Alexandre Nogueira negar um pedido de questão de ordem do vereador Thiago Fernandes. Pouco depois, a sessão foi encerrada por falta de quórum para votação dos projetos. O pedido de Fernandes era para responder ao deputado estadual Arnaldo Silva que esteve no início da sessão para apresentar uma prestação de contas de seu mandato.

Silva usou a tribuna por 35 minutos. Além das ações de seu mandato, ele defendeu o escritório de advocacia que esteve ligado e a atual administração. Também criticou uma rede de televisão por reportagens sobre o assunto. Silva citou o requerimento apresentado por Fernandes solicitando ao executivo a recomendação do Ministério Público Estadual do cancelamento do contrato com o escritório de advocacia e apresentou aos vereadores cópia da recomendação.

O uso da tribuna pelo deputado durante a sessão foi visto por Thiago Fernandes como um ataque ao Legislativo de Uberlândia. “O deputado Arnaldo vem aqui, ofende os vereadores, fala que o município não tem que acatar recomendação do Ministério Público, inibe a nossa atuação fiscalizatória e quando nós pedimos o uso da palavra, para entender o que ele quis dizer, o presidente proíbe e fala que não vai conceder o uso da palavra para nenhum vereador”, afirmou.

O vereador Hélio Ferraz (Baiano), que também se retirou do plenário disse que a presidência está sendo autoritária, ao não conceder o espaço para os edis debaterem. “A mesa diretora está tirando a prerrogativa do vereador, uma questão de ordem ou pedido de aparte, isso é norma, é um entendimento, acredito que a mesa deve ser mais democrática”, afirmou.

Além de Thiago Fernandes e Hélio Ferraz deixaram o plenário os vereadores Adriano Zago, Felipe Felps, Jussara Matsuda, Wender Marques, Roger Dantas, Isaac Cruz, Ismar Prado e Silésio Miranda.
Segundo o presidente da Casa de Leis, Alexandre Nogueira, o pedido foi negado porque o vereador não citou nenhum artigo do regimento interno. “Mesmo ele citando questão de ordem e o regimento, o presidente tem autonomia para aceitar ou não”, afirmou.

Nogueira ressaltou que o deputado estadual Arnaldo Silva veio à Câmara fazer uma prestação de contas de seu mandato. “Claro que quando uma pessoa é convidada ou faz o pedido de uso da tribuna, o vereador não sabe tudo que será falado. Silva falou de vários assuntos, inclusive sobre o escritório Ribeiro e Silva, também da administração do Odelmo e da administração anterior que deixou algumas dúvidas e dívidas. Ele ainda questionou a delação do caso dos parquímetros em Uberlândia que não foi divulgada”, disse.

Sobre a saída dos vereadores do plenário durante a sessão, Nogueira disse que o vereador tem o direito de entrar e sair do plenário. “O que não vou aceitar nessa casa é um vereador dar piti, querer ganhar no grito, isso não vou aceitar. Essa casa vai ter ordem, isso não vai acontecer mais”, afirmou.

 

Texto: Leonardo Leal

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