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Atraso de fala pode atrapalhar o desenvolvimento da criança

Fonoaudióloga alerta sobre os sinais e orienta em relação à procura de ajuda especializada.

Foto: Divulgação

Um momento muito esperado pelos pais é o de ouvir o filho dizer mamãe e papai. As primeiras palavras podem aparecer a partir de um ano de idade e então a comunicação com eles se torna mais constante. Infelizmente não é sempre assim e o atraso da fala pode desencadear outros problemas comportamentais.

Crianças que não reagem aos sons ou que não balbuciam (produzem sons) são sinais de alerta. O atraso pode ser de uma alteração neurológica que afeta a cognição (aprendizado, inteligência, memória), perda auditiva de origem genética ou oriunda de infecções crônicas dos ouvidos ou ainda, haver pouca estimulação das crianças pelos pais e demais adultos que cuidam, pois elas aprendem a falar ouvindo.

A fonoaudióloga da Clínica MedGen, Adriely Silva, explica que muitas vezes a criança pode ter um atraso na fala mesmo havendo audição e cognição perfeitas. Isso pode ocorrer quando ela é pouco estimulada verbalmente pelos pais com historinhas, conversas e demais interações orais que devem fazer parte do dia a dia.

O atraso no desenvolvimento da fala pode ter um significante impacto na vida social e escolar, dificultando o convívio com os colegas. “A criança acaba sendo alvo de constrangimentos e ganhar apelidos que podem permanecer por longo tempo, trazendo prejuízos emocionais.”, explica Adriely.

A especialista destaca que é importante considerar:

Entre 1 e 2 anos de idade:
• Dificuldade de compreender frases ou solicitações verbais;
• Não tentar imitar sons ou palavras;
• Preferir gestos do que a voz para se comunicar;
Após os 2 anos:
• Não produzir palavras ou frases espontaneamente;
• Repetir palavras sem um bom sentido para a comunicação;
• Tom de voz anormal ou anasalado;
• Dificuldade de compreender o que a criança diz na maior parte das vezes;

Procurar o profissional para diagnosticar a causa e assim iniciar o tratamento é imprescindível. Uma investigação minuciosa e precoce de todos os fatores que possam estar relacionados à instalação dessa alteração irá fornecer um diagnóstico etiológico adequado. Não existe uma idade padrão para esta avaliação, queixas e dúvidas devem ser levadas ao especialista.

 

Texto: Lauriane Martins

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