Expresso Foco Saúde

Ganhos com Pilates

Eduardo Haddad é educador físico

Olá amigo leitor. Conhece alguém que afirma, ou melhor, jura de pés juntos que não pode se exercitar pois tem dores nas costas ou em outras articulações? Conhece aquela outra pessoa que acredita que apenas exercícios de alta intensidade resolvem sua saúde? Pois bem! Hoje vamos falar um pouquinho do método Pilates e conhecer o que a ciência nos diz a seu respeito.

O método Pilates chegou ao coração de todos aqueles que buscavam praticar exercícios, porém não se identificavam com o badalado ambiente das academias. Além desses indivíduos, ouros como aqueles com limitações articulares encontraram na modalidade uma excelente opção.

A prática vem crescendo e sendo conhecida como um recurso benéfico dentro de aspectos físicos, biológicos e psicológicos (ROSA, 2009). Além de melhorar a condição física geral, se mostra eficiente na prevenção e no tratamento de várias patologias que englobam parâmetros como força, flexibilidade, postura, controle motor, consciência e percepção corporal.

O método Pilates, nasceu na Alemanha durante a Primeira Guerra Mundial. Foi criado pelo alemão Joseph Humbertus Pilates, que se utilizou das experiências adquiridas no processo de reabilitação de feridos da guerra por meio do controle consciente dos movimentos corporais. Em 1923, a técnica foi levada aos Estados Unidos da América para, então, ser praticada por bailarinos e atletas.  (BERTOLA et al., 2007; MARÉS et al., 2012). O método trabalha ganho de força e resistência muscular, aumento da flexibilidade e amplitude de movimento, es­tabilização da musculatura da região lombar e melhora a postura, agregando a percepção da qualidade de vida. (Vaz e cols. 2012)

De acordo com Pires (2005) o método Pilates apresenta basicamente alguns princípios que regem sua prática:

Concentração e controle de movimento.

Treino de Core, englobando músculos do abdômen, coluna e glúteos;

Movimentos fluidos realizados da forma mais harmoniosa possível;

Precisão para que os movimentos sejam realizados de forma lenta e precisa

Respiração, onde todos os exercícios são coordenados com a respiração

É possível traçar como característica mais marcante do método a coordenação e o controle respiratório durante a execução de exercícios. No Pilates a respiração é essencial, sendo um dos seus princípios chave que ajuda a controlar os movimentos. Assim, de acordo MUNIZ e cols. (2016)  permite oxigenar os tecidos, facilita a estabilização da coluna, ajuda a relaxar a musculatura e estar ciente das tensões acumuladas por todo o corpo.

Contudo de Carvalho e cols, (2017) ao estudarem a influencia do método Pilates na função dos músculos respiratórios não evidenciaram um impacto significativo, sendo assim este não seria o método mais indicado para este tipo de limitação clínica.

FISHER, e cols. 2017 demonstraram ganhos de força com cargas altas como vemos nas academias convencionais e também com cargas baixas. Sabemos que no Pilates o conceito de carga difere da musculação, contudo as cargas oferecem bons ganhos de força e para a manutenção e obtenção de massa muscular em destreinados.. De acordo com Queiroz e cols. 2016. Fica claro que a massa muscular de idosas pode apresentam ganhos com a prática do método Pilates.

Assim sendo a prárica do método Pilates se revela uma forma segura e prática de obter saúde através de exercícios. Entretanto é importante que se tenha a orientação de profissionais devidamente capacitados e que sempre respeitemos o princípio da sobrecarga progressiva para alcançar maiores objetivos.

Fiquem com Deus e um par de dumbells.

 

BERTOLLA, F.; BARONI, B. M.; JUNIOR, E. C. P. L.; OLTRAMARI, J. O. Efeito de um programa de treinamento utilizando o método Pilates® na flexibilidade de atletas juvenis de futsal. Revista brasileira de medicina do esporte, v. 13, n. 4, jul./ago. 2007.

de Carvalho, J. M., Ozer, P. R., dos Santos Nogueira, L., Melo, D. F. M., dos Santos, M. G. R., & Lemos, T. V. (2017, March). Influência do método Pilates na função respiratória. In Anais do Congresso de Ensino, Pesquisa e Extensão da UEG (CEPE)(ISSN 2447-8687) (Vol. 3).

FISHER, James; STEELE, James; SMITH, Dave. High-and low-load resistance training: interpretation and practical application of current research findings. Sports Medicine, v. 47, n. 3, p. 393-400, 2017.

MARÉS, G.; OLIVEIRA, K. B.; PIAZZA, M. C.; PREIS, C.; NETO, L. B. A importância da estabilização central no método Pilates: uma revisão sistemática. Fisioterapia em movimento, Curitiba, v. 25, n. 2, abr./jun. 2012.

MUNIZ, C. et al. A importância da respiração na execuçãodos exercícios de Pilates. Rio de Janeiro, 2016. Disponível em: <http://espacokazumi.blogspot.com.br/>. Acesso em: 21 Ago 2016.

PIRES, D. C. et al. Pilates: notas sobre aspectos históricos, princípios, técnicas e aplicações.Revista Digital nº 90. 2005.

QUEIROZ, Leliz Cristina Sampaio et al. Efeito da prática do Pilates Solo na massa muscular de mulheres idosas. Northeast Network Nursing Journal, v. 17, n. 5, 2016.

ROSA, H.L.; LIMA, J.R.P. Correlação entre Flexibilidade e Lombalgia em Praticantes de Pilates. Revista Mineira de Educação Física, Juiz de Fora, v. 17, n. 1, p.64-73, 2009

Vaz RA, Liberali R, Cruz TMF, Netto MIA. Método pilates na melhora da flexibilidade – revisão sistemática. Rev Bras Prescr Fisiol Exercício. 2012; 6(31):25-31.

 

Texto: Eduardo Haddad

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