Cultura Destaque Expresso

A construção da Escola Agrotécnica

Foto: Divulgação

Depois que o presidente da ACIUB, Alexandrino Garcia, aceitou a Escola Agrotécnica oferecida pelo Ministro João Cleofas começou a luta pela sua construção.

A Fazenda de Sementes era propriedade do Estado. O governador Juscelino Kubistchek, numa visita que nos fez, foi quem sugeriu que, através de um convênio com a União, o Estado cedesse a Fazenda para a União construir a Escola. Quem cuidou desse pormenor foi o Deputado Rondon Pacheco.

Verbas não são fáceis. Tudo estava pronto no papel, só faltava o dinheiro. Rondon, volta e meia, levantava algum. A construção seguia muito devagar.

Quando Rondon foi Ministro da Casa Civil, conseguiu a nomeação de Virgílio Galássi para a Diretoria do Instituto Nacional do Desenvolvimento Agrário (INDA) e sugeriu ao Geraldo Migliorini, que era Presidente do Sindicato Rural, que apertasse o ex-Prefeito. Já lá iam mais de dez anos, desde a sugestão na ACIUB.

Galássi se viu apertado pelo Sindicato, mas teve uma saída inteligente que dá bem a medida de sua habilidade política. Era Presidente do INDA, Dixhuit Rosado, um nordestino, grande amigo de Galassi. Numa visita que fez a Uberlândia, Dixhuit viu o projeto da Escola e entusiasmou-se.

– Gostaria que houvesse uma Escola assim na minha terra.

A verba do INDA era muito pequena e tinha que ser pulverizada por várias instituições. Quando ela chegou, Virgílio convenceu a Diretoria do Instituto a abrir mão da metade para que o Presidente Dixhuit pudesse fazer uma Escola Agrotécnica em sua terra… e o resto, bom, o resto, coisa em torno de 450 mil cruzeiros, se destinaria às obras da Escola em Uberlândia. Sugestão aprovada, concluiu-se, enfim, a Escola Técnica de Agricultura de Uberlândia, inaugurada em 1969! Dezesseis anos depois da sugestão na ACIUB.

 

Texto: Antônio Pereira

Notícias relacionadas