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Legislativo local é contra criação de fundo para financiar campanhas eleitorais

Tramita no Congresso Nacional uma proposta de criação de um fundo público para financiamento de campanhas da ordem de R$ 3,6 bilhões. A criação desse fundo eleitoral faz parte da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) referente à reforma política que também institui o “distritão”. O JORNAL de Uberlândia ouviu três vereadores que se posicionaram contra a criação desse financiamento público. Leia abaixo o posicionamento de cada um.

 

Foto: Aline Rezende / CMU

Vereadora Jussara Matsuda

“Sou contra a criação do novo fundo público para financiar campanhas eleitorais no País, de R$ 3,6 bilhões, pois esses recursos poderiam e deveriam ser utilizados em benefício da população. Principalmente, em áreas importantes e que exigem investimentos, como a Saúde, a Educação e a Segurança.

“Entendo que uma pessoa que queira ser eleita deve, ao longo dos anos, construir sua história, com trabalho qualificado, eficiência, credibilidade e honestidade, para, naturalmente, ser escolhida para um mandato no Legislativo ou no Executivo. Como ocorreu comigo, que, por duas décadas, estabeleci meu trabalho como médica e empreendedora social.”

 

Foto: Denilton Guimarães / CMU

Vereadora Michele Bretas

“Sou contrária ao financiamento público de campanha. Acredito que isso pode abrir um leque, uma demanda enorme para acontecer várias irregularidades dentro dos próprios partidos ou para beneficiar os caciques, os que vão mandar nesse dinheiro.

“O que faz com que as pessoas votem é o trabalho, se trabalhou merece o voto, do contrário não merece”.

 

 

 

Foto: Denilton Guimarães / CMU

Vereador Felipe Felps

“O momento econômico e político que nós estamos vivendo é um momento de críticas. Hoje, um cenário em que a gente venha para um financiamento de forma pública, com dinheiro da união, dos Estados ou dos municípios dependendo da construção de como será feita esse fundo partidário. Não seria bem visto aos olhos da população, até aos olhos de quem está mesmo no meio político hoje, porque a deficiência que nós temos é muito grande na saúde, educação.

“O momento é de priorizar a reestruturação. Reestruturar as nossas cidades, os nossos serviços públicos. Então, voltar dinheiro para campanha não seria bem visto e não é inteligente fazer isso nesse momento.

“Acredito que quando tivermos um País saudável, com estrutura e a gente remodelar esse processo eleitoral e político. Talvez sim, seja uma forma de blindar os apoios financeiros, os caixa dois e todas as movimentações que prejudicam as eleições. Mas no momento não é uma coisa positiva”.

 

Texto: Leonardo Leal

 

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