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Um pouco da história de Uberlândia

POR AMOR A UBERLÂNDIA
Virgílio Galassi, 94 anos.

Foto: Divulgação

Uma das maiores referências de nossa história, Virgílio Galassi estaria completando nesta segunda-feira, 7 de agosto, 94 anos. Ele morreu no dia 3 de janeiro de 2008 aos 84 anos, em decorrência de uma infecção sistêmica que evoluiu para falência múltipla dos órgãos.

Especialmente para os mais jovens que sequer o conheceram e de verdade o povo de Uberlândia cada vez mais sem memória não pode esquecer esse homem, essa data e sua história.

Com um currículo extenso na vida pública, com quase 30 anos de atividades, Virgílio Galassi foi quatro vezes prefeito de Uberlândia, sem contar os mandatos de deputado federal constituinte e o de vereador/presidente da Câmara (1963), no início da carreira política. Foi um dos maiores entusiastas com o desenvolvimento de Uberlândia.

Segundo ele, nem mesmo os maus administradores conseguiriam “segurar” o desenvolvimento do município. “A cidade sempre foi maior do que os seus políticos”, ressaltou. E ele afirmava isso com propriedade, afinal administrou Uberlândia por 16 anos.

Vereador mais votado nas eleições municipais de 1962 presidiu a Câmara em 1963. Foi prefeito em 1971 e 1972 (mandato tampão), de 1977 a 1982; de 1989 a 1992 e de 1997 ao ano 2000. Foi deputado federal constituinte de 1987 a 1988.

Sua linha política foi rígida e fiel. Começou na UDN, partido pelo qual foi eleito no início de sua carreira política. Depois passou para a Arena, seguimento natural dos filiados à UDN e, por fim, ao PSD que mantinha à época de sua filiação ligações com a extinta UDN. Seus modelos políticos foram, em sequência: Getúlio Vargas, Juscelino Kubstchek, Castelo Branco e Fernando Henrique Cardoso.

Virgílio Galassi era possuído do espírito de Uberlândia. Ou seja, aquele sentimento que se apoia num passado de esforços e sonhos e projeta um futuro de qualidade e desenvolvimento. Lutava num mundo de sonhos e de esperanças. Tinha, do político mineiro, a matreira capacidade de conquistar. De trazer o inimigo pra perto. De convencer. De espalhar amizade. Um feixe de carisma.

Suas atividades, suas realizações foram amplas. Foi também secretário municipal do Desenvolvimento, diretor do Inda, duas vezes vice-diretor da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), presidente do Sindicato Rural de Uberlândia, membro do Conselho Universitário da Universidade Federal de Uberlândia (Consun-UFU), membro do Conselho da Ermig – hoje Cemig.

Deixou muitos feitos. Mas, para sugerir a sua dimensão, citem-se apenas sua participação na fundação da Escola de Medicina, a construção dos estádios Parque do Sabiá e Airton Borges, a construção de milhares de casas populares, a criação do Parque do Sabiá, a construção do Centro Administrativo, a construção da avenida Rondon Pacheco, a Escola Agrotécnica que ajudou a trazer, saneamentos, asfaltamentos, ampliações na Universidade e no Distrito Industrial.

Vale a pena relembrar.
Já não se faz político como ele, salvo raríssimas exceções.

 

Texto: Ademir Reis

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