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Será que os nossos congressistas assistem à TV? Pior que assistem

Foto: Pixabay

Será que os nossos congressistas assistem à TV, será que sabem que estão sendo filmados? Pior que sabem. Na verdade, o que eles acreditam é que muitos não assistem, que parte dos que assistem vão esquecer, que por serem tão absurdas e cômicas as sessões, alguns não as levam a sério. Mas nós levamos.

Alguém se lembra do escândalo do Mensalão, do dinheiro na cueca, do Eduardo Azeredo, dos discursos da Dilma? E do senhor Lula, que alegou não saber de nada que acontecia na Petrobras, e da corrupção sistêmica que cresceu de forma assustadora no seu governo e no da sua protegida? Que agora o senhor presidente Temer não está envolvido e que a maior liderança de Minas nos últimos dez anos, senhor Aécio, queria apenas um empréstimo de Joesley Batista?

Além do que os senhores Lula, Temer, Aécio e as lideranças de quase a totalidade dos partidos fizeram e continuam a fazer, o mais cruel para nós brasileiros é que querem sabotar as instituições as quais procuram fazer o certo, como é o caso do Ministério Público, do Judiciário e da Polícia Federal. Não podemos aceitar.

Acreditamos que todas essas encenações feitas pelas principais lideranças estão com seus dias contados, ou melhor, anos contados. Porque vai levar algum tempo ainda para “demiti-los”, seria esse termo ideal, mas parte desses pseudorrepresentantes ainda vai gozar um bom período no poder, por muitos motivos. Destacamos três: o sistema político vigente, que dá a eles controle para se manter; a indiferença da população com a política e com a coisa pública de forma geral; e, por último, a falta de lideranças com vontade de doar o seu tempo ao País.

Entretanto, podemos afirmar com segurança: vamos sofrer ainda um bom tempo, mas estamos indo na direção certa, pela primeira vez. A desgraça está acontecendo a nosso favor – como não assumimos a atitude correta pelo amor, está sendo feito pela dor. Não somos mais os mesmos brasileiros, é crescente a consciência de que devemos rever os nossos valores, temos que sepultar ‘o jeitinho brasileiro de levar vantagem em tudo’ e colocar o País acima de todos os interesses.

Não podemos sacrificar todos os políticos, há nas áreas federal, estadual e nos municípios boas lideranças, na política e fora dela, mas chegou o momento de estes poucos ou muitos bons assumirem uma postura mais dura, mais visível. O País precisa neste momento que os verdadeiros patriotas liderem o processo de mudança, que a população como um todo faça uma revisão dos seus valores.

Texto: Editorial

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