Expresso Regional Uberaba

PMU e SRU avaliam danos por queimadas e analisam estratégias para minimizar prejuízos

Produtores rurais que tiveram perdas com a queimada do último fim de semana podem procurar a Sagri para apoio técnico

Foto: André Santos/PMU

A Prefeitura de Uberaba, por meio da Secretaria de Desenvolvimento do Agronegócio e o Sindicato Rural de Uberaba realizaram nesta terça-feira (22), uma reunião que discutiu os danos causados pelas queimadas que ocorreram na região no último final de semana e levantaram sugestões de ações que possam ser implantadas para minimizar os danos causados pelos incêndios.

Em um levantamento preliminar, foi possível constatar que ocorreram incêndios nos municípios de Uberaba, Campo Florido, Veríssimo, Delta, registrando três focos maiores em Conceição das Alagoas, Água Comprida e entre Sacramento e Conquista. Ainda não há dados oficiais, mas a estimativa é de que ao todo, 50 mil hectares tenham sido atingidos pelo fogo.

Em Uberaba algumas fazendas da comunidade rural da Baixa e região foram bastante atingidas e segundo o secretário de Desenvolvimento do Agronegócio, Luiz Carlos Saad, a situação poderia ter sido muito pior se não fossem as brigadas das usinas, que possuem tanques de água, máquinas e pessoas treinadas para lidar com esse tipo de incêndio e que atuaram junto com o Corpo de Bombeiros que também realizaram um trabalho eficiente no combate as chamas.

“A secretaria está fazendo a avaliação da situação e dentro de pouco tempo teremos como constatar de fato as áreas atingidas em todo o setor produtivo, as fazendas e o que se perdeu realmente em equipamentos”, explica Saad.

Aqueles produtores que foram atingidos pelo fogo e tiveram prejuízos podem procurar a secretaria de Agronegócio, para que os técnicos avaliem os danos e emitam um laudo a ser apresentado junto às instituições bancarias, para que possa ser feita a renegociação das dívidas de financiamentos, assim como dar entrada em apólices de seguro.

O presidente do Sindicato Rural, Romeu Borges, explica que o próximo passo será de convocar um encontro com as usinas da região, Ministério Público e as instituições de Meio Ambiente seja Estadual e Municipal, para discutir uma estratégia que possa amenizar e evitar maiores danos causados em incêndios.

“Identificamos que, as reservas legais, as Áreas de Preservação Permanente (APP), em virtude do seu isolamento acabam criando um colchão de forragem que ninguém consegue cercar. Principalmente na nossa região que é de cerrado e que tem o crescimento de gramíneas que acabam potencializando o dano ambiental após grandes queimadas como essa”, destaca Romeu.

As ideias propostas na reunião visam à implantação de um projeto de pastejo equilibrado dentro das áreas de reserva, para evitar que se tenha uma área extensa de forragem. Outra proposta é a implantação de um sistema de monitoramento de foco de incêndio, com a criação de um centro de comando para monitorar e vistoriar o surgimento dos focos.

“Quem sabe com a visão antecipada do foco de incêndio não tenhamos uma chance maior de controlar essas queimadas. Esse é o nosso objetivo de agora para frente, construir estratégias de acordo com as transformações que vão ocorrendo”, ressalta Borges.

O ex-secretário de Meio Ambiente de Uberaba, Vinicius Rios Rodrigues, que é produtor rural e estava presente na reunião destacou que o momento agora é de tomar as medidas necessárias para que, quando ocorrerem esses incêndios, que fazem parte da natureza, possa ser feito um controle mais eficaz para que os riscos e prejuízos causados possam ser minimizados.

 

Texto: Decom PMU

Notícias relacionadas