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Se seu país pudesse escolher, você acha que o presidente seria você?

Qual seria o melhor roqueiro para ocupar o Palácio da Alvorada?

Anderson Tissa, autor da coluna “Vida Longa, Baby”.
Imagem: Douglas Luzz

Ano que vem tem eleições. Tirando as utópicas candidaturas de Joaquim Barbosa, ex ministro do Supremo Tribunal Federal, e do apresentador Silvio Santos, o resto é mais do mesmo. O que me faz pensar naquela velha máxima “para resultados diferentes, atitudes diferentes”. Portanto, para termos um país com outra conduta, fantasiei alguns possíveis nomes para ocupar o Palácio da Alvorada logo após o impopular mandato de Michel Temer.

“A Troubled Man for Troubled Times” (Um Homem Problemático para Uma Época Problemática) foi o genial slogan criado para a campanha de Alice Cooper à presidência americana. Sim, o cantor gótico se candidatou nas eleições de 2016. E criou propostas muito esperançosas, como: trazer Brian Johnson de volta aos vocais do AC/DC. Ideia absolutamente de interesse geral. Mas devido as nossas leis, Cooper não poderia se candidatar a presidência do Brasil em 2018. Uma pena, porque com ele por perto Wagner Moura jamais teria cantado com a Legião Urbana.

Apesar do impedimento de Cooper, nem tudo está perdido. Ainda temos prováveis candidatos à altura do cantor de Detroit. Como por exemplo, Serguei! Ele é incrivelmente mais velho que Michel Temer (ou seja, faz milagre), se declara pansexual (o que facilita sua aproximação a todos os sexos, gêneros ou orientações) e como é conhecido mundialmente por ter pegado o mito Janis Joplin, sua política externa seria uma referência.

O representante da Ordem da Paz e do Amor não poderia ser outro, Ventania. Seu maior feito seria transferir a capital da República de Brasília para São Tomé das Letras. O discurso para conseguir aliados e a aprovação no Congresso seria de explorar conhecimento de outras civilizações em diferentes galáxias, já que a Gruta do Carimbado, famosa em São Tomé das Letras, possui um portal para outras dimensões.

Há 32 anos, Léo Jaime disse que encontraria a fórmula do amor. Mas até hoje nada. Talvez esse seja o motivo de não ter conseguido pegar a Madonna, como garantiu um dia. Ou seja, faz o perfil do político nato brasileiro: promete, mas não cumpre.

A última forte candidata tem experiência no ramo. Fundou, em 2000, o Ministério do Espírito Santo de Deus em Nome do Senhor Jesus Cristo que, provavelmente, será o único do seu governo. Baby do Brasil está há 20 anos sem transar, mas ela prefere a expressão “sem sexo”, o assunto seria o carro-chefe de sua campanha à presidência: “A candidata que não vai fuder com o Brasil”.

Os candidatos chamados de “pequenos”, com menos verba e pouco espaço na TV, porém ideológicos, correm por fora: Supla é o nome dos Bakunins, Tico Santa Cruz dos Detonados, Marcelo D2 disputa pelo Partido Verde, Pitty, que deixou claro sua luta por condições melhores para a classe dos dubladores, concorre pelo Partido do Sotaque Brasileiro, Carlinhos Brown foi convidado por Medina para encabeçar o Partido do Rock in Rio, mas o baiano dessa vez decidiu não aceitar, e Rita Lee sai dos Mutantes mais uma vez.

A disputa vai ser acirrada. Já escolheu seu candidato? Deixe nos comentários se faltou alguém ou quem você votaria. Aproveite também para curtir a playlist.

Para quem não pegou, explico.

O título foi retirado, e pouco modificado, do refrão da música “Se o Tempo Voltasse“, da banda punk Detrito Federal. A letra original diz “se o seu pai pudesse escolher você acha que o filho seria você?”. É a primeira faixa do álbum “Vítimas do Milagre”, lançado pela Polygram em 1987 – que comemora 30 anos.

Léo Jaime fala sobre encontrar a fórmula do amor em algumas músicas, a principal delas é “A Fórmula do Amor“, lançada pela Epic Records, em 1985. Em 1990, o cantor lançou o hit “Eu Vou Comer a Madonna“, lançada pela WEA Discos.

Texto: Anderson Tissa

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