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Fundo partidário ou fundo da vergonha? Qual o critério para dar um título de cidadão honorário?

Foto: Freepik

Esta é a questão: o País batendo o recorde de desempregados, vários estados e municípios com dificuldade de pagar suas dívidas, empresas fechando – outras não encerram suas atividades porque não têm recursos. Hospitais em alguns estados não conseguindo atender, Polícia Rodoviária Federal sem gasolina para trabalhar. As principais lideranças políticas condenadas ou na mira da Lava Jato.

E os nossos pseudorrepresentantes no Congresso querendo criar um fundo bilionário para financiar suas campanhas… O que deveria acontecer era fazer um plebiscito para saber se população quer os atuais congressistas na posição em que estão hoje. Este não é fundo partidário, é o fundo da vergonha.

Temos que mostrar a todo o momento a nossa indignação! Quer entrar na política? Faça com trabalho, comece como todas as profissões: no primeiro degrau. Se é um bom líder, candidate-se a vereador; se exercer bem, dispute para prefeito; se foi bom prefeito, vai a deputado; em seguida, a senador ou governador. Faça como antes, “gaste a sola do sapato”. Fazer campanha com dinheiro público, nas condições em que o País se encontra, não é recomendável. Quem votar a favor da criação deste fundo não merece ser reeleito em 2018.

Hoje temos que questionar todas as ações dos nossos representantes, é nosso direito e passou a ser, depois desses escândalos, obrigação. O que cada político faz com o nosso dinheiro? Começando no município: quanto custam aos cofres públicos as homenagens, os títulos de cidadão honorários? Será que existe critério para essas honrarias? Recentemente a população da cidade de João Pinheiro foi às ruas protestar contra o título que a Câmara Municipal deu ao governador do Estado, que nada tinha feito para a cidade e até hoje não consegue pagar em dia os salários dos servidores estaduais.

Se queremos que o País mude, temos que começar a rever as nossas atitudes, verificar para onde vai cada centavo arrecadado. Infelizmente, o que temos presenciado é que o dinheiro que você ganha com muita dificuldade vai para cueca, para compra de joias, e não tem chegado aonde devia: na saúde, na educação, na segurança e na infraestrutura. Temos que dar um basta a essa farra com o dinheiro público.

Editorial – O Jornal

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