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Operação da PC que investiga fraudes em bombas de combustíveis conduz 16 e prende 1 em flagrante

Fotos: Divulgação PC

Dezesseis pessoas foram conduzidas para prestar declarações e uma foi  autuada em flagrante como resultado parcial da Operação Octanagem. A operação foi deflagrada na manhã de sexta-feira (01) pela Polícia Civil de Minas Gerais em parceria com o IPEM/MG (Instituto de Metrologia e Qualidade do Estado de Minas Gerais) e a  ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). Ao todo 17 postos de combustíveis foram fiscalizados.

Em um dos postos fiscalizados em Uberlândia, foram constatados irregularidades no combustível fornecido. O chefe de fiscalização da ANP em Minas Gerais, Adriano Abreu disse que o etanol não atendia às normas da ANP. “Isso é grave, porque esse tipo de fornecimento irregular pode provocar problemas diretamente no motor dos veículos automotores”, destacou.

Fotos: Divulgação PC

O objetivo da operação Octanagem é apurar um novo esquema de fraude eletrônica em bombas de combustíveis nas cidades de Belo Horizonte, Betim, Contagem, Juiz de Fora, Três Pontas, Uberlândia e Varginha.

Segundo, o delegado Rodrigo Bustamante, que coordena os trabalhos pela PCMG, as condutas verificadas durante a fiscalização dos postos de combustíveis configuram crimes contra a ordem tributária, a ordem econômica e as relações de consumo. “Esses crimes foram constatados através da fiscalização dos órgãos responsáveis pelas infrações administrativas. A partir daí, confirmando as fraudes e essas formas de ludibriar o consumidor, a Polícia Civil está intervindo para combater isso em âmbito criminal”, disse.

O delegado disse que o trabalho realizado na sexta-feira (01) é a primeira fase de uma apuração que será destrinchada nos próximos meses. “Esse trabalho serve de base para compor um inquérito policial, o qual conduziremos até podermos indicar as responsabilidades criminais pelas fraudes”, salientou.

Fotos: Divulgação PC

Fraude eletrônica – O diretor geral do Ipem/MG Fernando Sette destacou a inovação tecnológica aplicada às fraudes. “Os suspeitos estão inserindo um chip novo, que é imperceptível em uma primeira análise, junto à mesma placa eletrônica que funciona como medidor do combustível nas bombas. Assim, por meio de um mecanismo eletrônico, eles conseguem ligar e desligar esse novo chip, dificultando, assim, o trabalho de fiscalização”, explicou Sette.

Dessa forma, o consumidor acompanha no painel eletrônico um abastecimento que, na realidade, é menor do que o apresentado. “Na maioria dos casos, essa diferença chega a 10%, como foi o caso de um posto em Contagem, que a cada 20 litros apresentados no sistema, somente 18 litros era liberados pela bomba”, concluiu.

Sessenta e Seis policiais civis trabalharam na operação, sendo seis delegados, 54 investigadores e seis peritos criminais. O nome da operação “Octanagem” se refere, na área de Química, ao quanto um combustível pode ser comprimido para gerar combustão.

Fotos: Divulgação PC

 

Conduções:

Belo Horizonte – cinco conduções;

Betim – uma condução;

Contagem – duas conduções;

Juiz de Fora – uma condução;

Três Pontas – cinco conduções;

Uberlândia – Uma condução convertida em prisão em flagrante pelo Art. 1º da Lei 8176/91 (detenção de um a cinco anos);

Varginha – duas conduções.

 

Texto: Redação

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