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Maçonaria centenária

Foto: Divulgação

Naqueles idos de 1896, São Pedro de Uberabinha era do tamanho de seus atuais distritos. Ou menor. O grande melhoramento era a linha da Mogiana, chegada no ano anterior. A estação ficava lá em cima, no meio do cerrado (Praça Sérgio Pacheco). Chegava-se lá por trilhas no meio do areal. A cidade terminava no cemitério velho (Praça Clarimundo Carneiro). Não possuía energia elétrica, nem serviço de água e esgoto.

 

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Em agosto daquele ano, no dia 20, seis maçons do Rio de Janeiro, cinco de Uberaba, um de Araguari e outro que não registrou de onde viera, mais Dâmaso Martins Marquez, iniciado em Uberaba em 1872, que morava em Uberabinha há uns dez anos e foi o primeiro maçom da cidade, se reuniram num lugar que não se sabe onde e fundaram a primeira Loja Maçônica da cidade e uma das mais antigas do País em atividade, a LUZ E CARIDADE. Nesse mesmo dia foram iniciados doze candidatos uberabinhenses: Agenor Gonzaga, João Moreira Ribeiro, Angelo Zocolli, José Antônio de Medeiros Cruz, José Ignácio de Rodrigues, José Loureiro Bexiga, Bernardino de Paiva Fonseca, Francisco Vieira de Oliveira e Silva, Dario Luiz da Costa, Américo Saint’Clair de Castro e José Augusto de Paiva Teixeira. Nestes cento e vinte anos, a Loja Maçônica Luz e Caridade abrigou em seu templo as mais expressivas personalidades locais das áreas política, cultural, econômica, artística, social etc., pessoas de nacionalidades diversas como russos, americanos, japoneses, ciganos, espanhóis, italianos, austríacos, gregos etc. etc… das mais variadas profissões, sem qualquer discriminação. De seu quadro saíram os criadores diretos ou indiretos das outras 23 Lojas que existem na cidade.

 

Texto: Antônio Pereira da Silva

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